Os imóveis de luxo seguem em expansão acelerada e já representam uma fatia significativa do mercado imobiliário brasileiro. Segundo levantamento da ABRAINC – Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias, o segmento respondeu por 28% do Valor Geral de Vendas (VGV) lançado em 2025, com 4% das unidades negociadas. Esse desempenho evidencia a capacidade de concentrar valor e reforça a importância do alto padrão na dinâmica econômica da incorporação imobiliária.
Durante décadas, o mercado de luxo esteve restrito às grandes capitais, com imóveis de maior metragem e localização privilegiada. Esse cenário mudou. Novos polos surgem em cidades do litoral catarinense, como Balneário Camboriú, Itapema e Porto Belo, além de Campinas, Sorocaba, Ribeirão Preto e regiões do Nordeste, como Recife e João Pessoa. A expansão reflete tanto a criação de novos produtos pelas incorporadoras quanto a demanda reprimida de consumidores de alta renda.
Nos últimos cinco anos, o segmento manteve crescimento médio anual de 34% no VGV, alcançando quase R$ 100 bilhões em 2025. Mesmo com acomodação no início de 2026, os números seguem muito acima dos registrados no início da década, com alta de 692% nos lançamentos e 302% nas vendas em relação a 2020.
“O mercado imobiliário de luxo alcançou um novo estágio de maturidade no Brasil. Hoje, seu impacto vai além da incorporação de empreendimentos de alto padrão. O segmento impulsiona investimentos, fortalece economias locais e amplia o desenvolvimento urbano de diferentes regiões do país. Esse movimento reflete a evolução da demanda e demonstra a capacidade da incorporação imobiliária de acompanhar as transformações do mercado e da sociedade”, explica Luiz França, presidente da ABRAINC.
São Paulo permanece como principal mercado, liderando em número de empreendimentos e ticket médio, com R$ 10,05 milhões. No ranking nacional, Curitiba aparece com 20 lançamentos, Balneário Camboriú com 19 e Itapema com 16. O Rio de Janeiro, Fortaleza e Balneário Camboriú também se destacam pelo valor médio dos imóveis, consolidando o avanço do segmento em diferentes regiões.
A expansão é sustentada por fatores estruturais, como o crescimento da população de alta renda, a formação de patrimônio em setores como agronegócio e tecnologia e a sofisticação dos produtos imobiliários. Empreendimentos passaram a incluir atributos como wellness, serviços personalizados, infraestrutura esportiva e parcerias com marcas internacionais. Entre 2021 e 2025, os imóveis de luxo valorizaram 29% em São Paulo e 39% no Rio de Janeiro, acima da média do mercado, reforçando seu papel como instrumento de preservação patrimonial no longo prazo.
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