Grandes players do setor financeiro listam desafios e oportunidades no mercado brasileiro e global
Relatório do BTG Pactual sobre o primeiro dia da Rio Financials Conference, evento promovido pelo banco, trouxe uma visão ampla das principais instituições financeiras do país. Além do BTG, o encontro contou com Itaú, XP, BTG, B3 e Nubank, que compartilharam suas perspectivas em meio a um cenário macroeconômico desafiador, mas sem sinais de crise semelhante à de 2015–16.
O Itaú destacou que, embora haja sinais de deterioração na qualidade de ativos, o ciclo atual é diferente, com desemprego baixo e inflação controlada. A expectativa é de que o quarto trimestre seja o mais forte do ano, com operações estruturais concentradas e menor crescimento de despesas.
A XP reforçou que sua expansão para o setor bancário é uma evolução gradual da estratégia iniciada em 2019. A empresa espera melhora nos resultados do segundo trimestre, com menor impacto de marcação a mercado, e vê espaço para crescimento de receita de dois dígitos em 2026, apoiada por uma retomada do Investment Banking no segundo semestre.
O BTG Pactual, segundo o chairman André Esteves, seguirá com a mesma estratégia, mas com foco crescente em operações internacionais e no segmento de consumo. O banco projeta manter um retorno sobre patrimônio em torno de 25%, mesmo com juros mais altos, e vê crédito como principal vetor de expansão, além de oportunidades em SMEs e payroll lending.
A B3, sob nova liderança de Chris Egan, não deve passar por mudanças estratégicas significativas. A modernização tecnológica continua central, e a companhia aposta em recebíveis eletrônicos e na expansão de BDRs como forma de ampliar o acesso a ativos globais.
O Nubank projeta recuperação gradual da margem ajustada ao risco, com efeitos positivos do programa Desenrola e ganhos de eficiência a partir de 2027. A autorização para operar como banco no México deve ampliar sua atuação local e permitir foco total na execução do negócio.
As informações do relatório do BTG Pactual refletem um setor financeiro que, apesar dos desafios, segue investindo em expansão, tecnologia e novos mercados.
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