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Concessão da Enel São Paulo entra no radar de concorrentes

Da redação
13 de julho de 2026
Interesse cresce enquanto italianos resistem a venda do ativo

Grupos de energia estão avaliando a possibilidade de adquirir a concessão da Enel São Paulo, em meio ao processo da Aneel que pode resultar na caducidade do contrato da distribuidora. Segundo o Brazil Journal, Equatorial Energia, Neoenergia (controlada pela espanhola Iberdrola) e CPFL (da chinesa State Grid) já iniciaram análises internas sobre a operação, mas sem bancos mandatados, já que a Enel não sinalizou intenção de venda.

Fontes afirmam que, diferente do caso da Enel Goiás em 2022, quando a empresa vendeu sua operação diante de pressões políticas e regulatórias, os italianos não pretendem se desfazer do ativo paulista. A estratégia global mudou e a companhia estaria disposta a travar uma longa disputa judicial para manter a concessão. A Enel também avalia levar o tema ao Tribunal de Contas da União.

O processo na Aneel ainda está em fase inicial, mas manifestações públicas do diretor-geral Sandoval Feitosa e críticas de autoridades como o ministro Alexandre Silveira, o governador Tarcísio de Freitas e o prefeito Ricardo Nunes aumentaram a percepção de risco sobre a continuidade da concessão. O mercado especula que o governo poderia tentar forçar uma venda negociada para evitar relicitação.

Apesar disso, a Enel argumenta que cumpre os indicadores de qualidade exigidos e atribui os grandes blecautes recentes a eventos climáticos extremos. Advogados e ex-diretores da Aneel avaliam que uma eventual caducidade seria complexa e judicializada.

Entre os interessados, conforme o Brazil Journal, há dúvidas sobre a viabilidade de um acordo, já que a distribuidora tem cerca de R$ 15 bilhões em investimentos não amortizados e o contrato vence em 2028, o que pode reduzir o valor do ativo sem garantia de renovação. A XP apontou Equatorial, CPFL, Copel e Energisa como potenciais concorrentes em caso de venda.

A disputa pela antiga Eletropaulo remonta a 2018, quando a Enel venceu uma acirrada guerra de ofertas contra a Neoenergia e pagou R$ 5,5 bilhões por 70% da concessão. Agora, o futuro da operação será definido em Brasília, com o Ministério de Minas e Energia segurando a renovação dos contratos da Enel em São Paulo, Ceará e Rio de Janeiro, enquanto outras distribuidoras já tiveram prorrogação recomendada pela Aneel.

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