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Mercado eleva projeção da inflação pela 12ª semana seguida

Da redação
1 de junho de 2026
Expectativas para o IPCA seguem acima da meta do BC, enquanto projeções para PIB, dólar e Selic permanecem praticamente estáveis no horizonte de médio prazo

As projeções do mercado financeiro para a inflação voltaram a subir, de acordo com o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (1º) pelo Banco Central (BC). Esta foi a 12ª semana consecutiva de alta nas estimativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), reforçando a percepção de que o processo de convergência da inflação para a meta continua desafiador.

Para 2026, a mediana das projeções para o IPCA avançou novamente e permanece acima do teto do sistema de metas de inflação. As expectativas para 2027 também seguem pressionadas, refletindo preocupações do mercado com a trajetória dos preços nos próximos anos. O centro da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CNM) é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Em relação à política monetária, os analistas mantiveram praticamente inalteradas as projeções para a taxa Selic. A expectativa predominante é de que os juros encerrem 2026 em torno de 13% ao ano, enquanto para 2027 a previsão gira em torno de 11%. O cenário indica uma postura ainda cautelosa do Banco Central diante da persistência das pressões inflacionárias.

As estimativas para a atividade econômica também mostraram poucas alterações. O mercado projeta crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de aproximadamente 1,85% em 2026 e de 1,8% em 2027. Já para o câmbio, a expectativa é de um dólar ao redor de R$ 5,25 no fim de 2026 e de R$ 5,35 em 2027, mantendo a tendência de relativa estabilidade observada nas últimas semanas.

O levantamento também trouxe projeções para outros indicadores macroeconômicos. As expectativas para a balança comercial seguem apontando superávits robustos nos próximos anos, enquanto as previsões para investimento estrangeiro direto permanecem em patamares elevados. O conjunto dos dados revela um mercado ainda preocupado com a inflação, mas que mantém perspectivas moderadas para crescimento econômico, juros e câmbio no médio prazo.

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