O crédito com garantia de imóvel, conhecido como home equity, começa a se consolidar como alternativa para brasileiros acima dos 50 anos que buscam transformar patrimônio em liquidez e estruturar o planejamento financeiro antes da aposentadoria.
Conforme a plataforma de serviços financeiros Creditas, com o envelhecimento da população, essa faixa etária já representa quase um terço dos brasileiros e deve chegar a 40% até 2044. Ao mesmo tempo, cresce o desafio de equilibrar renda e qualidade de vida, especialmente diante do aumento do endividamento e da redução da ocupação entre pessoas acima de 60 anos.
O cenário é marcado por um alto índice de imóveis quitados. Mais de 60% das moradias próprias já estão livres de financiamento. Esse estoque de patrimônio imobiliário abre espaço para o uso do home equity como ferramenta de acesso a crédito com juros mais baixos e prazos mais longos, sem perder a posse do imóvel.
“Muitas pessoas chegam aos 50 anos ou mais com um patrimônio relevante concentrado no imóvel, mas com pouca liquidez para organizar a vida financeira. O home equity pode ser uma alternativa para transformar parte desse patrimônio em recursos, desde que seja usado com planejamento e responsabilidade”, afirma Guilherme Casagrande, educador financeiro da Creditas.
“Em muitos casos, a modalidade é utilizada para substituir dívidas com juros mais altos, reorganizar o orçamento ou viabilizar projetos pessoais, como reformas, apoio a familiares ou investimentos”, completa o especialista.
