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Confusão sino-baiana

Da redação
30 de maio de 2026
Polícia Militar baiana negou presença de militares estrangeiros no estado e afirmou que imagens associadas à China mostram uma solenidade da corporação

Circula nas redes sociais um vídeo que afirma mostrar militares chineses usando fardas da Polícia Militar da Bahia para “tomar conta” de terras supostamente vendidas à China. A informação é falsa. Segundo a PM-BA, não há registro de militares chineses atuando no território baiano nem houve cessão, doação ou fornecimento de uniformes da corporação a estrangeiros.


As imagens mostram homens com fardas semelhantes às utilizadas pela Polícia Militar da Bahia em solenidades, como formaturas e atos oficiais. A gravação foi associada de forma enganosa a uma suposta chegada do exército chinês ao estado. A corporação informou que o material divulgado nas redes está ligado a informações falsas e que o caso foi encaminhado para adoção das medidas cabíveis.


Também não há registro oficial ou notícia de que a China tenha comprado terras brasileiras para uso militar. A aquisição de terras por estrangeiros no Brasil é regulada por lei e possui limites específicos. A alegação de que parte do território nacional teria sido vendida ao país asiático não tem base factual.

As publicações falsas também recuperam outra desinformação envolvendo a fábrica da BYD em Camaçari, na Bahia. Posts afirmam que o governo federal teria criado 5 mil vagas para trabalhadores chineses no estado. No entanto, não há registro da abertura dessas vagas. O número mais próximo citado em checagens anteriores se refere à capacidade de alojamento da empresa, estimada em 4.230 pessoas, não a postos de trabalho destinados exclusivamente a estrangeiros.

Segundo a BYD, as vagas de alojamento e de trabalho na fábrica são destinadas majoritariamente a brasileiros. As publicações também omitem que a Bahia registrou, em 2025, a menor taxa de desocupação de sua série histórica, embora o estado ainda esteja entre os maiores índices de desemprego do país.

Checagem similar foi produzida por Agência Lupa, Aos Fatos e Reuters.

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