Entidade argumenta também que manter as atuais 44 horas é essencial para preservar empregos
Na abertura do Apas Show, maior evento do setor supermercadista, o presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), João Galassi, reforçou a defesa da chamada “PEC do Horista” e pediu uma transição entre seis e dez anos para o fim da escala 6×1. O discurso marcou a ofensiva política do varejo alimentar em meio às discussões sobre custo do trabalho e inflação.
Galassi destacou que a mudança para o modelo 5×2 não deve ser confundida com redução da carga horária semanal. Segundo ele, manter as atuais 44 horas é essencial para preservar empregos e evitar pressão sobre pequenos empresários. A Abras argumenta que o setor opera em regime contínuo e depende fortemente de mão de obra, o que exige cautela em qualquer alteração.
A proposta da “PEC do Horista” foi apresentada como alternativa para formalizar milhões de trabalhadores hoje na informalidade, especialmente ligados a plataformas digitais. Para o varejo, a flexibilização ajudaria a enfrentar a escassez de mão de obra, reduzir custos e ampliar serviços.
Além da pauta trabalhista, Galassi voltou a defender a autorização para farmácias completas dentro de supermercados. A medida, segundo ele, ampliaria o acesso em regiões com menor cobertura farmacêutica e abriria novas oportunidades de rentabilidade para as redes, pressionadas por margens cada vez mais estreitas.
