Queda nos preços em 19 Estados e no DF reforça competitividade do biocombustível, especialmente em São Paulo e no Centro-Oeste
Os preços do etanol hidratado recuaram em grande parte do país na última semana, em um movimento que reforçou a competitividade do biocombustível frente à gasolina em importantes mercados consumidores. Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), compilados pelo AE-Taxas, mostram que o combustível ficou mais barato em 19 Estados e no Distrito Federal, enquanto registrou alta em apenas duas unidades da federação.
Na média nacional, o preço do litro caiu 1,35%, para R$ 4,38. O principal impacto veio de São Paulo, maior produtor e consumidor de etanol do país, onde o combustível recuou 2,40% e passou a custar, em média, R$ 4,07 por litro.
As únicas altas foram registradas em Minas Gerais, com avanço de 2,07%, para R$ 4,43, e em Tocantins, onde o litro subiu 1,86%, para R$ 5,48. Em outros quatro Estados, os preços ficaram estáveis.
O menor valor encontrado nos postos foi de R$ 2,98 por litro, em São Paulo. Já o preço máximo identificado pela ANP chegou a R$ 6,59 em Pernambuco. Entre as médias estaduais, São Paulo teve o menor valor do país, enquanto o Amapá registrou o mais alto, com média de R$ 5,86 por litro.
Além da queda nos preços, o etanol manteve vantagem econômica sobre a gasolina em parte relevante do território nacional. Segundo a ANP, o combustível foi considerado mais competitivo em sete Estados e no Distrito Federal, levando em conta a relação de preços entre os dois combustíveis.
Na média nacional, a paridade do etanol frente à gasolina ficou em 65,77%, abaixo do patamar de 70% tradicionalmente utilizado como referência para viabilidade econômica.
Os melhores índices foram registrados em Mato Grosso (64,28%), Mato Grosso do Sul (65,34%) e São Paulo (66,62%). Especialistas do setor, porém, observam que veículos mais modernos podem manter vantagem no consumo de etanol mesmo com paridade superior a 70%, dependendo da eficiência energética do motor.
O comportamento dos preços ocorre em meio ao avanço da safra de cana-de-açúcar e à maior oferta do biocombustível no mercado interno, fatores que vêm ajudando a aliviar a pressão sobre os combustíveis nas últimas semanas.
