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Protocolos transformam procedimentos estéticos em negócios escaláveis

Da redação
10 de maio de 2026
Tratamentos com nome próprio replicam lógica de marcas globais e impulsionam expansão no maior mercado de beleza do mundo

Protocolos estéticos com nome próprio começam a operar no Brasil com lógica semelhante à de marcas globais de consumo. Em um dos maiores mercados de beleza do mundo e líder global em procedimentos estéticos, o país passa a transformar tratamentos antes restritos ao consultório em operações baseadas em escala, padronização e expansão internacional.

A mudança acompanha um movimento maior da indústria da beleza. Procedimentos antes associados apenas à prática médica passaram a funcionar como ativos de marca, replicando uma lógica já vista em protocolos internacionalmente conhecidos, como o Hydrafacial, que ultrapassou o ambiente clínico e se consolidou como plataforma global de consumo, recorrência e distribuição, com mais de 35 mil aparelhos instalados no mundo.

No caso brasileiro, a oportunidade surge principalmente em tratamentos ligados a demandas de alta incidência, como a celulite, que atinge a maior parte das mulheres e movimenta um mercado crescente de produtos, serviços e procedimentos premium.

Protocolos padronizados começam a operar com lógica próxima à de franquias e plataformas de distribuição, apoiados em treinamento, recorrência e expansão geográfica. “A gente percebeu que não é a técnica que escala, é o sistema. Quando você organiza protocolo, treinamento e operação, deixa de depender da pessoa e passa a construir um negócio”, afirma Nívea Bordin Chacur, médica e CEO da GoldIncision.

Criado para tratamento de celulite, o protocolo da GoldIncision já reúne mais de 80 médicos treinados em 10 países e ultrapassou a marca de 6 mil pacientes atendidos. A operação entra agora em uma nova fase de crescimento estruturado, baseada em franquias, licenciamento e abertura de clínicas próprias, com expansão internacional, implantação de novas franquias e fortalecimento de uma rede própria de médicos licenciados.

Parte desse avanço já está em andamento, com operação no México em implementação, Portugal em negociação e uma clínica própria em construção em Brasília. “A internacionalização acontece quando o conhecimento sai do indivíduo e passa a estar no protocolo. Quando isso vira processo, você consegue controlar, treinar e escalar”, completa Chacur.

O movimento conversa diretamente com uma transformação global da estética, onde o valor desses negócios deixa de estar apenas no procedimento em si e passa a envolver marca, experiência, padronização e capacidade de distribuição.

No Brasil, o setor de saúde, beleza e bem-estar se consolidou como uma das áreas mais dinâmicas do franchising, movimentando mais de R$ 64 bilhões em 2024 e seguindo em crescimento impulsionado pela busca por tratamentos minimamente invasivos e soluções ligadas à autoestima e bem-estar.

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