Relatório do BTG Pactual aponta pressão no mercado doméstico, desempenho desigual na América Latina e destaca eficiência como pilar de sustentação
A Ambev atravessa um momento de maior pressão em seu principal mercado, o Brasil, em meio a um consumo mais moderado e mudanças no comportamento do consumidor, segundo análise do BTG Pactual. O banco destaca que o ambiente macroeconômico mais restritivo tem impactado o desempenho da companhia no curto prazo.
De acordo com o relatório, a dinâmica de consumo no país tem favorecido produtos de menor valor, pressionando o mix da companhia. Embora o segmento premium ainda registre crescimento, o ritmo é mais contido, refletindo uma maior cautela por parte dos consumidores.
Na América Latina, a Ambev apresenta um desempenho heterogêneo, com diferentes realidades entre os países em que atua. Enquanto alguns mercados demonstram resiliência, outros enfrentam desafios relacionados à volatilidade cambial e ao ambiente econômico local, exigindo maior adaptação estratégica.
Apesar desse cenário, o BTG ressalta a forte disciplina operacional da companhia. Iniciativas de eficiência, aliadas a avanços em digitalização e melhorias na cadeia de suprimentos, têm contribuído para a preservação das margens, mesmo diante de pressões na receita.
O banco avalia que a Ambev segue bem posicionada no longo prazo, sustentada pela força de suas marcas e pela escala de operação. Ainda assim, a recomendação é de cautela no curto prazo, diante da incerteza sobre a recuperação do consumo e possíveis novas pressões de custos.
A companhia reportou lucro líquido de R$ 3,88 bilhões no primeiro trimestre deste ano, volume 2,1% superior ao reportado no mesmo intervalo de 2025. O lucro líquido ajustado aumentou 0,3% em comparação aos R$ 3,82 bilhões nos três primeiros meses do ano passado, impulsionado principalmente pelo crescimento do ebitda, parcialmente compensado por despesa financeira líquida maior.
