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A “inevitável discussão” de nova Reforma da Previdência

Da redação
24 de abril de 2026
Secretário do Tesouro defende ajustes no arcabouço fiscal para conter crescimento dos gastos

Em entrevista ao jornal O Globo, o secretário do Tesouro Nacional, Daniel Leal, reforçou que considera inevitável a abertura de um novo debate sobre a Reforma da Previdência. Para ele, o envelhecimento da população exige soluções estruturais e uma alternativa seria um regime híbrido, combinando o modelo atual do INSS com mecanismos de capitalização.

Leal também defendeu ajustes no arcabouço fiscal, aprovado em 2023, que limita o crescimento das despesas a até 2,5% acima da inflação. Segundo ele, reduzir esse parâmetro poderia conter a expansão dos gastos obrigatórios e dar maior sustentabilidade às contas públicas.

Questionado sobre o risco de aumento da pressão por despesas fora do teto, o secretário afirmou que muitas delas estão ligadas ao salário mínimo e acabam comprimindo outras áreas, como Defesa. Nesse contexto, vê espaço para consolidar programas sociais, evitando sobreposição entre iniciativas federais, estaduais e municipais, a exemplo do que ocorreu no início dos anos 2000 com a criação do Bolsa Família.

A ideia, segundo Leal, é mapear programas de assistência e renda básica, além de iniciativas voltadas à permanência de alunos na escola, para ganhar eficiência e abrir espaço orçamentário. Ele destacou que esse trabalho já está em discussão dentro da equipe econômica, mas não deve resultar em propostas concretas antes das eleições.

O comando atual, disse ao Globo, é claro: entregar sustentabilidade fiscal, conter o crescimento das despesas obrigatórias e buscar soluções dentro das regras já existentes, sem necessidade de criar um novo marco fiscal.

Leal avaliou ainda que o arcabouço vem se consolidando e já mostra impacto na trajetória das despesas, com precatórios ajudando a conter o aumento. Para ele, o país caminha para maior estabilidade, mas a agenda de reformas e ajustes seguirá sendo necessária — e a Previdência, inevitavelmente, estará no centro dessa discussão.

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