Bradesco analisa por que o país voltou ao radar dos grandes investidores globais
As reuniões de primavera do FMI e do Banco Mundial mostraram que, apesar das tensões geopolíticas e do risco de recessão global em caso de agravamento da guerra no Oriente Médio, há um movimento claro de diversificação de investimentos.
Nesse cenário, anota o Bradesco, o Brasil ganhou destaque como destino atrativo para o capital estrangeiro.
Relatório assinado por Myriã Bast, superintendente de pesquisas econômicas do banco, aponta que o país reúne uma combinação rara de fatores que chamam atenção dos investidores.
“O fato de ser produtor de petróleo, ter energia limpa, capacidade de receber data centers de IA, estar longe de conflitos e ser diplomaticamente neutro são fatores positivos”, escreve.
“Além disso, é um dos poucos países que tem espaço para cortes de juros, cenário muito diferente de boa parte da América Latina, cujos países estão próximos de suas taxas neutras”, acrescenta.
Essa perspectiva de redução gradual da taxa Selic, somada “aos fundamentos sólidos da economia”, reforça o interesse internacional, sustenta o relatório.
“De fato, temos visto o aumento do fluxo de estrangeiros na bolsa brasileira e o comportamento muito positivo da moeda”, completa a executiva.
