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Brasil atinge 100 mil veículos eletrificados em apenas três meses, diz Anfavea

Da redação
8 de abril de 2026
Avanço acelerado no início de 2026 reforça consolidação do segmento e amplia presença da produção nacional

O mercado brasileiro de veículos eletrificados começou 2026 em ritmo acelerado. Nos três primeiros meses do ano, foram emplacadas 100 mil unidades no país, quase o dobro do registrado no mesmo período de 2025, quando o volume foi de 54 mil, segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

O desempenho surpreendeu a entidade e reforça a consolidação desse segmento no país. “Cem mil emplacamentos de eletrificados é um número bastante surpreendente e temos que observar que eles se consolidam mês após mês como realidade no mercado brasileiro”, afirmou o presidente da Anfavea, Igor Calvet.

Outro dado que chama atenção é o avanço da produção local. Do total de eletrificados vendidos no período, 42% foram fabricados no Brasil, ante 23% um ano antes. O movimento reflete a estratégia de montadoras, especialmente asiáticas, de ampliar sua presença industrial no país.

Apesar disso, a forte entrada de veículos importados — principalmente da China — segue no radar do setor. Entre janeiro e março, 54,2 mil unidades vieram do país asiático, alta de 68,9% na comparação anual. Há oito meses consecutivos, os chineses lideram as exportações de veículos para o Brasil, superando a Argentina.

A Anfavea defende que a expansão do mercado venha acompanhada de maior enraizamento produtivo no país. Segundo Calvet, o modelo industrial brasileiro, que inclui etapas como soldagem, pintura e desenvolvimento local, sustenta cerca de 1,3 milhão de empregos e responde por 20% do PIB industrial do setor.

No cenário regulatório, a entidade também acompanha o fim da isenção para importação de kits de montagem (CKD e SKD), encerrada em janeiro, e as discussões sobre o imposto seletivo da reforma tributária. A falta de definição sobre alíquotas e critérios ainda gera incerteza entre as montadoras.

Mesmo com o avanço expressivo, o setor mantém cautela. A Anfavea destaca que fatores como juros elevados, volatilidade do petróleo e instabilidade global ainda podem influenciar o ritmo de crescimento ao longo do ano.

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