Inadimplência elevada pressiona índices de aprovação de Lula às vésperas das eleições presidenciais
O governo estuda liberar o uso do FGTS para quitação de dívidas como parte de um novo pacote de crédito voltado a reduzir o endividamento das famílias e ampliar o acesso a financiamentos. A proposta, confirmada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, está em análise conjunta com o Ministério do Trabalho e ainda não tem formato definido.
A ideia é permitir que trabalhadores de baixa renda, informais, MEIs e pequenas empresas renegociem débitos com condições mais favoráveis, incluindo descontos de até 80% e juros menores, além de contemplar dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal.
O plano também prevê restrições a apostas online para beneficiários e pode atender pessoas com renda comprometida, mas sem inadimplência, oferecendo linhas mais baratas.
A iniciativa surge em meio a um cenário de inadimplência elevada, com mais de 80% das famílias endividadas e quase um terço em atraso, quadro que pressiona a popularidade do presidente Lula às vésperas das eleições.
O anúncio oficial das medidas é esperado nos próximos dias, após negociações com bancos e fintechs.
