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PMI recua e serviços flertam com estagnação

Da redação
6 de abril de 2026
Índice segue em expansão acima de 50 pontos, porém perde força diante de custos maiores, juros elevados e demanda mais fraca

O índice de gerentes de compras (PMI) do setor de serviços no Brasil caiu de 53,1 pontos em fevereiro para 50,1 em março, segundo dados divulgados pela S&P Global nesta segunda-feira (6). Apesar da queda, o indicador permanece acima da marca de 50 pontos — que separa expansão de contração — pelo quinto mês consecutivo.

A desaceleração reflete um ambiente mais desafiador para as empresas do setor. O aumento dos custos de insumos, impulsionado pelo conflito no Oriente Médio, levou a reajustes de preços no ritmo mais forte desde outubro de 2025. Com isso, a demanda foi afetada, em meio a juros elevados e à redução da renda das famílias.

“Essa revisão para cima parece ter restringido a demanda”, afirmou Pollyanna de Lima, diretora associada de economia da S&P Global Market Intelligence, destacando o impacto das condições financeiras sobre a entrada de novos negócios.

O cenário também afetou as expectativas das empresas, que demonstraram menor confiança em relação aos próximos meses, citando preocupações com inflação, concorrência e o ambiente eleitoral.

O PMI Composto, que reúne os setores de serviços e indústria, também recuou, passando de 51,3 pontos em fevereiro para 49,9 em março — abaixo da linha de expansão. O resultado indica estagnação da atividade privada no fim do primeiro trimestre e reforça a perspectiva de um Produto Interno Bruto (PIB) praticamente estável no período.

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