Tecnologia 3D avança no mercado imobiliário e promete reduzir custos e ampliar alcance de vendas
O tradicional modelo de apartamentos decorados, por décadas símbolo dos lançamentos imobiliários, começa a perder espaço para soluções digitais mais eficientes. Incorporadoras e construtoras têm ampliado o uso de visitas virtuais interativas em 3D — conhecidas como interactive walkthrough — como alternativa para apresentar projetos antes mesmo do início das obras.
A mudança acompanha a transformação no comportamento do consumidor, cada vez mais habituado a experiências digitais imersivas. Em vez de imagens estáticas ou vídeos, potenciais compradores passam a explorar ambientes virtuais, simulando circulação pelos imóveis e avaliando detalhes como proporções, iluminação e acabamentos.
Projeções internacionais indicam que o mercado global de tours virtuais imobiliários pode crescer mais de 12% ao ano na próxima década, ultrapassando US$ 10 bilhões até 2035. O avanço é impulsionado pela busca por redução de custos operacionais e maior eficiência comercial.
Segundo Santer Oliveira, diretor da PNCE e especialista em modelagem 3D, a tecnologia amplia a experiência do cliente e antecipa decisões. “O consumidor consegue entender o projeto com mais clareza antes da obra começar, o que aumenta a segurança na compra”, afirma.
Além da experiência imersiva, o modelo digital reduz a necessidade de estruturas físicas, permite personalização de projetos e amplia o alcance das vendas, inclusive para compradores em outras cidades ou países. Para o setor, a adoção dessas ferramentas tende a se consolidar como uma nova etapa na forma de apresentar e comercializar empreendimentos.
