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OCDE corta previsão de crescimento do Brasil para 2026

Da redação
26 de março de 2026
Relatório também aponta queda na inflação brasileira, enquanto prevê alta expressiva de preços na Argentina

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) revisou para baixo suas projeções de crescimento para o Brasil e indicou desaceleração da atividade econômica nos próximos anos. Segundo relatório interino de Perspectivas Econômicas Globais divulgado nesta quinta-feira (26), o PIB brasileiro deve crescer 1,5% em 2026, após expansão de 2,3% em 2025.

A estimativa representa uma redução em relação ao relatório de dezembro, que previa crescimento de 1,7% para 2026. Para 2027, a OCDE projeta retomada do ritmo de expansão, com alta de 2,1%.

No campo inflacionário, a organização prevê desaceleração dos preços no Brasil. A inflação deve recuar de 5% em 2025 para 4,1% neste ano — levemente abaixo da projeção anterior de 4,2% — e permanecer em 3,8% em 2026.

O relatório destaca riscos associados ao cenário externo, especialmente os impactos da guerra no Oriente Médio sobre os preços de energia e insumos. O Brasil é apontado como um dos países dependentes da região para importação de fertilizantes, o que pode pressionar custos.

Na América Latina, a OCDE chama atenção para a Argentina, onde, apesar da revisão para baixo do crescimento econômico, a inflação deve acelerar de forma significativa. A projeção é de que o índice de preços suba para 31,3% neste ano, avanço de 13,7 pontos porcentuais, antes de desacelerar para 14,1% em 2027.

A organização avalia que, com a tendência de moderação da inflação em economias emergentes — incluindo Brasil, México, Indonésia e África do Sul —, haverá espaço para redução das taxas de juros nos próximos anos.

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