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Com receita recorde, JBS lucra US$ 415 milhões no 4° tri

Da redação
26 de março de 2026
Gigante de proteínas enfrenta margens pressionadas nos EUA, mas destaca bom desempenho no Brasil e na Austrália

A JBS reportou ao mercado um lucro líquido de US$ 415 milhões no quarto trimestre de 2025, praticamente estável ante o mesmo período de 2024. No ano completo, o lucro somou US$ 2 bilhões, alta de cerca de 15% na comparação anual. A receita líquida da companhia atingiu recorde de US$ 23,06 bilhões no trimestre, avanço de 15% sobre o ano anterior, superando estimativas de analistas. No acumulado de 2025, o faturamento chegou a US$ 86,18 bilhões, crescimento de 12%. O desempenho foi puxado por vendas históricas de carne bovina na América do Norte e no Brasil.

Apesar do avanço nas vendas, o ebitda ajustado caiu 7% no quarto trimestre, para US$ 1,72 bilhão, com margem de 7,4%. No ano, o indicador totalizou US$ 6,8 bilhões, recuo de 5%. A pressão veio da alta nos custos do gado e menor oferta nos EUA, impactando a divisão Beef North America.

No Brasil, a JBS registrou crescimento de 26% na receita no trimestre e 21% no ano, com recorde de abates e forte demanda por cortes para churrasco. A Seara avançou em volumes e exportações, enquanto a Austrália compensou custos elevados com eficiência operacional e margens maiores.

A geração de caixa livre foi de US$ 990 milhões no trimestre e US$ 400 milhões no ano. A alavancagem (dívida líquida/EBITDA) fechou em 2,39 vezes, alinhada aos objetivos. O CEO Gilberto Tomazoni destacou ROE de 25% e ROIC de 17%.

O conselho de administração da companhia também aprovou dividendos de US$ 1 por ação, pagos em 17 de junho de 2026 a acionistas posicionados até 18 de maio. Os resultados reforçam a resiliência do modelo, apesar dos desafios no ciclo pecuário americano.

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