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Exame: ‘O Brasil passou Canadá e Austrália e virou o nosso maior segmento”, diz o CEO da BRP

Da redação
15 de março de 2026

A marca de motos aquáticas canadense quer crescer em um ano marcado pela Copa do Mundo e feriados. Para isso, vai apostar até em financiamento e passeios guiados pelo litoral brasileiro

O Brasil se consolidou como um dos mercados mais importantes para a Sea-Doo, marca de jets aquáticos do grupo canadense BRP. Hoje, o país já responde pelo segundo maior volume de vendas da empresa no

 “Há cerca de quatro anos o Brasil era o quarto mercado global. Passamos Austrália e Canadá e hoje somos o segundo”, afirma Michael Codd, CEO da BRP para a América Latina, em entrevista à EXAME durante

 Segundo o executivo, o crescimento está ligado à consolidação de uma cultura de lazer ligada à água no país.

 “Virou uma cultura de experiência. A gente vende lazer e o brasileiro gosta muito desse tipo de atividade no fim de semana”, diz o CEO.

A operação brasileira também ganhou relevância dentro da estrutura global da companhia. Atualmente, o Brasil representa cerca de 70% das vendas da divisão comandada por Codd na América Latina, enquant

Globalmente, a BRP registra faturamento global de cerca de US$ 8 bilhões, somando todas as suas marcas de veículos recreativos (como Sea-Doo, Can-Am e Ski-Doo). No Brasil, o faturamento foi de R$ 2 bi

 Crescimento esperado para 2026

A expectativa da empresa é manter a expansão no mercado brasileiro neste ano. Mesmo em um cenário de maior disputa pelo consumo, com eventos como Copa do Mundo e muitos

“É sempre difícil prever crescimento, mas acredito em algo em torno de 10% neste ano”, diz Codd.

Para a empresa, o calendário com mais pausas e viagens pode favorecer o segmento de lazer e turismo ná

 “Quanto mais tempo livre as pessoas têm, mais oportunidades elas têm para viver experiências”, afirma.

Apesar do crescimento, o jet aquático ainda é considerado um produto de alto valor. Por isso, a BRP prepara uma estratégia para facilitar o acesso ao equi

A empresa pretende lançar um modelo de financiamento, semelhante ao usado na compra de automóveis, permitindo parcelamentos mais longos.

“Hoje, normalmente o pagamento é à vista ou parcelado diretamente pelo concessionário. Queremos oferecer financiamento para tratar o jet como um carro, com possibilidade de pagar em até 60 meses”, diz Codd.

A iniciativa também busca fortalecer a rede de concessionárias da marca no país.

A iniciativa também busca fortalecer a rede de concessionárias da marca no país.

A iniciativa também busca fortalecer a rede de concessionárias da marca no país.


Michael Codd, CEO da BRP para a América Latina: “A ideia é que as pessoas usem os produtos Sea-Doo mesmo sem ter um jet” (BRP / Sea Doo/Divulgação)

Experiência antes da compra

  Outra estratégia da Sea-Doo no Brasil é ampliar o contato dos consumidores com o produto antes da compra.

A empresa tem expandido o projeto de passeios guiados chamados “Sea-Doo Experience”, realizados em parceria com marinas e operadores turísticos. A iniciativa permite que pessoas pilotem o jet  set após um treinamento rápido, mesmo sem possuir carteira náutica.

“O Brasil é um dos poucos países que exige carteira náutica para pilotar jet. Por isso criamos os passeios guiados, com um treinamento rápido, para que as pessoas possam experimentar o produto,” diz o iz o CEO da BRP na América Latina.

Hoje existem oito operações desse tipo no Brasil, em locais como Guarujá, Santa Catarina e São Paulo, e a empresa pretende ampliar a rede de parceiros.

 Além de aproximar novos clientes da marca, a iniciativa também busca promover turismo náutico responsável.

 Marca quer virar lifestyle

Além do crescimento nas vendas de jets, a Sea-Doo também pretende expandir sua presença como marca de lifestyle.

A empresa planeja ampliar a venda de produtos como óculos, roupas técnicas e até tênis com a marca, mesmo para consumidores que não possuem o equipamento.

“A ideia é que as pessoas usem os produtos Sea-Doo mesmo sem ter um jet. Queremos transformar isso em um ativo de marketing e ampliar o diálogo com o consumidor”, diz o executivo.

 A estratégia inclui ainda parcerias com marcas brasileiras para co-criação de produtos.

“Queremos colaborar com marcas locais. Imagine uma Havaianas Sea-Doo, por exemplo. São alianças que fortalecem as duas marcas”, afirma.

Centro tecnológico no Brasil

A operação brasileira também ganhou relevância em tecnologia. A empresa mantém em Campinas (SP) um escritório global da BRP responsável por dados e tecnologia.

A unidade emprega cerca de 150 profissionais, enquanto a equipe dedicada ao negócio local soma cerca de 50 pessoas, totalizando aproximadamente 200 funcionários no país.

Segundo Codd, o centro foi instalado no Brasil devido à qualidade dos talentos em tecnologia.

 “É um escritório global que atende o mundo todo. E ele continua crescendo”, afirma.


Layane Serrano

Publicado originalmente

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