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UE promete € 200 mi para tecnologias nucleares inovadoras

Da redação
10 de março de 2026
Anúncio foi feito por Ursula von der Leyen em cúpula em Paris que busca relançar a energia atômica diante dos desafios de segurança energética e descarbonização

A União Europeia anunciou que destinará 200 milhões de euros — cerca de R$ 1,2 bilhão — para apoiar o desenvolvimento de tecnologias nucleares inovadoras. O anúncio foi feito nesta terça-feira (10) pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, durante uma cúpula realizada em Paris.

O encontro, organizado pela França em parceria com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), tem como objetivo impulsionar novamente o uso da energia nuclear na geração de eletricidade.

Segundo von der Leyen, a Europa cometeu um erro ao reduzir sua dependência dessa fonte energética nos últimos anos. “Foi um erro estratégico a Europa ter virado as costas a uma fonte confiável e acessível de energia de baixas emissões”, afirmou.

A discussão ocorre em um momento simbólico para o setor. A cúpula acontece às vésperas do 15º aniversário do acidente nuclear de Fukushima, no Japão, e no mesmo ano em que se completam 40 anos do desastre de Chernobyl, na atual Ucrânia.

Apesar das preocupações históricas relacionadas à segurança, a energia nuclear voltou ao centro do debate global. O interesse crescente é impulsionado por fatores como a busca por soberania energética, a necessidade de reduzir emissões de carbono e o aumento da demanda por eletricidade, especialmente com a expansão da inteligência artificial.

Atualmente, a energia nuclear responde por cerca de 10% da eletricidade produzida no mundo, com aproximadamente 450 reatores em operação em cerca de 30 países. Outros 40 países demonstraram interesse em desenvolver programas nucleares, segundo o diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, que citou Argentina e África do Sul entre os potenciais novos participantes.

A retomada do debate também ocorre em meio a tensões geopolíticas recentes. Desde a invasão russa da Ucrânia em 2022 e, mais recentemente, com a instabilidade no Oriente Médio, países europeus passaram a reavaliar sua dependência de importações de combustíveis fósseis, diante dos riscos para o abastecimento e da volatilidade nos mercados de energia.

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