Foi a maior alta em mais de um ano, registra IBGE. Resultado supera patamar de antes da pandemia, em fevereiro de 2020, mas ficou abaixo do recorde de 15,3% em maio de 2011
A produção industrial brasileira cresceu 1,8% em janeiro de 2026, em relação ao mês de dezembro de 2025, registrando o maior crescimento desde junho de 2024, quando a indústria deu um salto de 4,4%. Com a expansão no início deste ano, a indústria nacional reverte parte das perdas acumuladas entre setembro e dezembro de 2025.

As informações foram divulgada nesta sexta-feira (6) pela Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e integram a Pesquisa Industrial Mensal (PIM).
Na comparação com janeiro de 2025, o crescimento deste ano, de 0,2%, interrompe três meses consecutivos de queda na produção. Em dezembro, novembro e outubro, a indústria tinha recuado -0,1%, -1,4% e -0,5%, respectivamente.
Com o resultado positivo em janeiro, a indústria nacional conseguiu crescer também de 1,8% acima do patamar de produção antes da pandemia de covid-19, em fevereiro de 2020. Mas ainda está abaixo do recorde de 15,3% de crescimento no mês de maio de 2011.
De acordo com o gerente da pesquisa, André Macedo, o crescimento de janeiro de 2026 se deu diante de uma “intensa queda” da produção em dezembro de 2025, que tinha sido a mais elevada desde março de 2021.
“Naquele mês, além do movimento de menor dinamismo que vinha caracterizando o setor industrial, observou-se também uma maior frequência de férias coletivas. Com a retomada das atividades produtivas no início do ano, ocorre uma recuperação de parte dessa perda”, explicou, em nota divulgada à imprensa pelo IBGE.
Como fatores que ainda travam a economia, Macedo cita a política monetária, de juros altos, que dificultam o acesso ao crédito para investimentos.
“O avanço de janeiro de 2026 é relevante, mas ainda não é suficiente para compensar integralmente a perda acumulada no final do ano passado, de setembro a dezembro, permanecendo um saldo negativo de 0,8%”, observou.
(Agência Brasil)

Uma resposta
A indústria é muito importante, mas acho que falta mais incentivo. Sei que a NIB tá tentando melhorar isso, mas a gente precisa ter a visão chinesa de longo prazo. Cada governo quer uma coisa e não há continuidade.
Eu sou liberal e vejo a mão invisível no mercado na minha vida, mas o Estado é importante para que essa mão não ultrapasse os limites. (perdão pelo duplo sentido)