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Nível de confiança do consumidor cai 1,2 ponto, o menor desde agosto

Da redação
25 de fevereiro de 2026
Queda no ICC de fevereiro foi influenciada pela piora das expectativas. Já o Índice de Situação Atual (ISA) avançou 0,9 ponto

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) do FGV Ibre caiu 1,2 ponto em fevereiro, para 86,1 pontos, menor nível desde agosto de 2025 (85,5). Em médias móveis trimestrais, o índice recuou 0,9 ponto, para 87,5 pontos, informou nesta quarta-feira (25) a Fundação Getúlio Vargas Instituto Brasileiro de Economia (FGV Ibre)

“A confiança do consumidor recuou pelo segundo mês seguido, influenciado principalmente pela piora das expectativas, enquanto as percepções sobre o momento presente melhoraram discretamente. Entre as faixas de renda, o resultado foi heterogêneo com queda da confiança na faixa de renda mais baixa e para famílias com renda entre R$ 4.800 e R$ 9.600 mensais.  O resultado de fevereiro reflete um aumento do pessimismo por parte dos consumidores, com piora dos indicadores que refletem a situação financeira futura das famílias, num contexto de endividamento e taxa de juros elevados”, afirma Anna Carolina Gouveia, economista do FGV Ibre

Expectativa financeira das famílias recuou

A queda do ICC de fevereiro foi influenciada principalmente pela piora das expectativas para os próximos meses. O Índice de Expectativas (IE) recuou 2,6 pontos, para 88,7 pontos, menor nível desde agosto de 2025 (86,9 pontos). O Índice de Situação Atual (ISA), por sua vez, variou no sentido contrário e avançou 0,9 ponto no mês, atingindo 83,5 pontos.

Entre os quesitos do IE, os indicadores de situação financeira futura da família e de compras previstas de bens duráveis recuaram 4,9 e 3,8 pontos, para 82,9 e 81,7 pontos, respectivamente. No sentido contrário, o indicador de situação econômica local futura avançou 1,5 ponto, para 103,7 pontos. Entre os quesitos que compõem o ISA, o indicador de situação econômica local atual avançou 0,6 ponto no mês, para 96,1 pontos, maior nível desde janeiro de 2014 (96,8 pontos) e o indicador de situação financeira atual da família subiu 1,2 ponto, para 71,3 pontos.

A queda da confiança dos consumidores ocorreu de forma heterogênea entre as faixas de renda apuradas na sondagem, com queda mais intensa na de menor poder aquisitivo e alta para os consumidores de maior renda (renda familiar acima de R$ 9.600,01).

(FGV)

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