Tiago Cavalcanti, indicado pelo Ministério da Fazenda, tem carreira acadêmica internacional e pode reforçar perfil técnico da autoridade monetária
Cotado para uma diretoria do Banco Central, o economista pernambucano Tiago Cavalcanti é o primeiro brasileiro a ocupar uma cátedra em economia na Universidade de Cambridge, no Reino Unido. O nome foi sugerido pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e ainda depende de decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e posterior aprovação do Senado.
A cátedra é uma das posições mais elevadas da carreira acadêmica e costuma ser destinada a professores com trajetória consolidada em ensino e pesquisa. Cambridge é reconhecida historicamente pela formação de economistas influentes, como John Maynard Keynes.
Especialista em macroeconomia, desenvolvimento econômico e sistemas de crédito, Cavalcanti é graduado pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e possui mestrado e doutorado pela Universidade de Illinois, nos Estados Unidos. Desde 2007, atua como professor em Cambridge e é fellow do Trinity College.
No Brasil, também mantém vínculo acadêmico como professor da Fundação Getulio Vargas (FGV) e integra o conselho do instituto URBEM, voltado a estudos urbanos. Em 2014, participou como assessor econômico na campanha presidencial de Marina Silva, defendendo autonomia do Banco Central e maior transparência fiscal.
Caso seja confirmado para o cargo, Cavalcanti deverá integrar o Comitê de Política Monetária (Copom), responsável por decisões sobre juros, inflação e regulação financeira. A indicação ocorre em meio à busca do governo por nomes com forte credencial técnica e experiência internacional para a autoridade monetária.
