Mudanças da marca controlada pela Nike incluem cortes de postos, revisão de cargos e adoção de equipes multifuncionais para ganhar eficiência e recuperar competitividade no mercado global
A Converse, marca pertencente à Nike, iniciou um processo de reestruturação em suas operações corporativas que envolve redução do quadro de funcionários e mudanças no modelo operacional. A iniciativa busca alinhar a atuação da empresa à estratégia global da controladora, que vem adotando medidas para recuperar participação de mercado e melhorar a rentabilidade.
Durante a implementação das mudanças, funcionários foram orientados a atuar remotamente. A reformulação abrange não apenas cortes de postos de trabalho, mas também revisão de funções, ajustes na estrutura hierárquica e criação de novos cargos considerados estratégicos para impulsionar vendas e inovação.
Novo modelo operacional
Seguindo diretrizes da Nike, a Converse passará a operar com equipes multifuncionais organizadas por categorias específicas, como basquete, vestuário e lifestyle esportivo. A proposta é aumentar a agilidade nas decisões, melhorar a integração com processos globais e responder com mais rapidez às demandas do consumidor.
A controladora tem intensificado iniciativas de redução de custos, automação e simplificação estrutural. Em janeiro, a Nike já havia anunciado a demissão de cerca de 775 funcionários em centros de distribuição. Na Converse, a atual reestruturação se soma a cortes iniciados em maio de 2024.
Pressão competitiva e reposicionamento
O movimento ocorre em meio ao aumento da concorrência no setor de artigos esportivos, com marcas emergentes ganhando espaço. A Nike busca concentrar investimentos em inovação, marketing direto ao consumidor e eficiência operacional.
Para a Converse, o desafio será preservar sua identidade cultural e apelo de marca — historicamente ligados a moda, música e comportamento — enquanto adota uma estrutura mais orientada a desempenho e eficiência.
A expectativa da empresa é que o novo formato permita maior precisão em lançamentos, parcerias e colaborações, segmentos nos quais a marca tradicionalmente se destaca, mas que exigem operações enxutas para sustentar rentabilidade em um mercado global cada vez mais competitivo.
