Produção estimada em 353,4 milhões de toneladas mantém perspectiva de recorde, com avanço da soja e recuo do milho
A produção brasileira de grãos na safra 2025/26 deve atingir 353,4 milhões de toneladas, segundo o 5º levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nesta quinta-feira (12). O volume representa alta de 0,3% em relação ao ciclo anterior e mantém a expectativa de recorde na série histórica do órgão.
Apesar do crescimento na produção total, a produtividade média das lavouras deve cair 1,5%, passando de 4.310 quilos por hectare na safra passada para cerca de 4.244 quilos por hectare. O aumento do volume colhido é explicado principalmente pela expansão da área plantada, estimada em 83,3 milhões de hectares — cerca de 1,5 milhão de hectares a mais que no ciclo anterior.
A soja segue como principal motor do crescimento. A produção da oleaginosa deve alcançar 178 milhões de toneladas, avanço de 6,5 milhões de toneladas frente à safra anterior e novo recorde para a cultura. Condições climáticas favoráveis têm beneficiado as lavouras, com a colheita já iniciada na maior parte dos estados produtores.
No caso do milho, a estimativa é de 138,4 milhões de toneladas, queda de 1,9% na comparação anual. A primeira safra apresenta expansão de área e produção prevista em 26,7 milhões de toneladas, enquanto a segunda safra — responsável pela maior parte da colheita — deve atingir cerca de 109,3 milhões de toneladas.
Mesmo com a leve retração na produção total de milho, a Conab projeta aumento tanto das exportações quanto do consumo interno. As vendas externas podem chegar a 46,5 milhões de toneladas, enquanto a demanda doméstica deve atingir 94,5 milhões de toneladas, impulsionada principalmente pela expansão do etanol de milho.
Entre outras culturas, a área plantada de arroz deve cair 11,6%, com produção estimada em 10,9 milhões de toneladas, volume considerado suficiente para o abastecimento interno. O feijão deve manter produção próxima de 3 milhões de toneladas ao longo das três safras anuais, enquanto o algodão tende a registrar redução de área de 3,2%, com produção prevista em 3,8 milhões de toneladas de pluma.
