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FipeZap: preço pedido de imóveis sobe 0,20% em janeiro

Da redação
3 de fevereiro de 2026
Alta desacelera frente a dezembro; no acumulado de 12 meses, valorização chega a 6,12% e supera a inflação

O preço médio pedido por imóveis residenciais no Brasil avançou 0,20% em janeiro, desacelerando em relação a dezembro (0,28%) e novembro (0,58%), segundo o Índice FipeZap divulgado nesta terça-feira (3).

O indicador é calculado pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) com base em anúncios de imóveis em 56 cidades. A pesquisa considera valores publicados nos classificados, e não os preços efetivamente negociados em vendas.

A alta foi registrada em 47 das 56 cidades monitoradas, incluindo 16 das 22 capitais. Entre as maiores elevações estão:

  • Belém: 2,19%
  • Manaus: 1,07%
  • Salvador: 1,07%
  • Florianópolis: 0,82%
  • Brasília: 0,65%
  • Natal: 0,62%

Também tiveram avanço, ainda que menor, capitais como Rio de Janeiro (0,17%) e São Paulo (0,15%).

Na outra ponta, houve queda nos preços pedidos em capitais como:

  • São Luís: -1,02%
  • Curitiba: -0,66%
  • Belo Horizonte: -0,24%
  • Recife: -0,23%
  • Porto Alegre: -0,12%

Alta anual supera a inflação

No acumulado de 12 meses até janeiro, o índice aponta valorização de 6,12%, acima da inflação média medida pelo IPCA, estimada em 4,31%.

O levantamento mostra ainda que o preço médio anunciado no País chegou a R$ 9.642 por metro quadrado. Entre as capitais, os valores médios foram:

  • São Paulo: R$ 11.915/m²
  • Rio de Janeiro: R$ 10.850/m²
  • Belo Horizonte: R$ 10.640/m²
  • Brasília: R$ 9.857/m²

O que explica o movimento

Segundo a Fipe, a valorização ao longo do ano tem sido sustentada por uma demanda aquecida, impulsionada por fatores como queda do desemprego, aumento da renda e programas públicos de habitação.

Ao mesmo tempo, o índice aponta que a alta nos preços também reflete a pressão dos custos de construção, que encarece os imóveis novos. O avanço, porém, tende a ser limitado pelo peso dos juros elevados nos financiamentos, que ainda freiam parte das vendas.

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