Divisão de Experiências alcança receita inédita de US$ 10 bilhões no período, puxada por alta de visitantes, maior gasto por pessoa e avanço dos cruzeiros
A Walt Disney Company iniciou o ano fiscal de 2026 com crescimento de receita e desempenho operacional robusto, impulsionada principalmente pelo segmento de Experiências — que reúne parques temáticos, resorts, cruzeiros e produtos licenciados. No primeiro trimestre fiscal, encerrado em 27 de dezembro de 2025, a companhia registrou receita de US$ 26 bilhões, alta de 5% em relação ao mesmo período do ano anterior, e lucro operacional de US$ 4,6 bilhões. O lucro por ação diluído foi de US$ 1,34.
Apesar de pressões de custos ligadas ao streaming e aos direitos esportivos, a empresa afirmou que os resultados refletem avanço consistente da estratégia de crescimento, com integração entre cinema, streaming e experiências presenciais.
“Estamos satisfeitos com o início do nosso ano fiscal, e nossos resultados refletem o grande progresso que fizemos”, afirmou o CEO Bob Iger, citando o desempenho de bilheteria em 2025 com lançamentos como Zootopia 2 e Avatar: Fire and Ash.
Segmento de experiências lidera desempenho
O destaque do trimestre foi a divisão Experiences, que registrou receita recorde de US$ 10 bilhões no período — avanço de 6% em base anual. Os parques na América do Norte responderam por quase US$ 7 bilhões, enquanto os parques internacionais somaram US$ 1,75 bilhão, ambos com crescimento de 7%.
O lucro operacional do segmento chegou a US$ 3,3 bilhões, alta de 6%. Somente as operações domésticas, que incluem o Walt Disney World (Orlando) e a Disneyland (Califórnia), registraram aumento de 8% no lucro operacional.
Segundo a empresa, o desempenho foi sustentado pelo crescimento do número de visitantes, maior gasto médio por pessoa, aumento da ocupação hoteleira e a expansão da Disney Cruise Line, com impacto positivo da entrada de novos navios. A frequência nos parques norte-americanos subiu 1%, enquanto o gasto per capita avançou 4%.
A operação também foi beneficiada pela estreia do Disney Treasure, lançado no fim de 2024, e do Disney Destiny, que iniciou atividades em novembro de 2025.
Ao mesmo tempo, a Disney reconheceu que a expansão veio acompanhada de custos maiores — incluindo investimentos em novas atrações, ampliação da frota de cruzeiros e pressões inflacionárias — o que limitou um avanço ainda mais expressivo da margem operacional.
Disney deve decidir sucessão de Bob Iger nos próximos dias
Além dos resultados trimestrais, o mercado acompanha a movimentação do conselho de administração da Disney em torno da sucessão de Bob Iger. Segundo informações da imprensa americana, o grupo deve votar nos próximos dias o nome do próximo CEO, em um processo de planejamento que ocorre desde 2024.
O principal favorito é Josh D’Amaro, atual presidente da divisão de Parques e Experiências, que está no cargo desde 2020. Caso confirmado, ele assumirá a liderança da maior empresa de entretenimento do mundo e terá desafios como o fortalecimento do streaming, o desempenho dos estúdios e a continuidade da expansão das experiências presenciais.
Outro nome considerado é Dana Walden, executiva responsável pela divisão de televisão e uma das figuras centrais na estratégia de streaming do grupo. A sucessão é tratada como sensível após transições anteriores terem fracassado, culminando no retorno de Iger ao comando da companhia há quatro anos.
Com informações de Bloomberg e NY Times.
