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TikTok cria operação independente nos EUA e evita banimento

Da redação
23 de janeiro de 2026
Acordo reduz participação da ByteDance e transfere a investidores americanos o controle sobre dados, moderação de conteúdo e cibersegurança

O TikTok oficializou um acordo com investidores norte-americanos e passará a operar como uma entidade independente nos Estados Unidos, encerrando anos de incerteza regulatória e afastando o risco de banimento do aplicativo no país. Com a reestruturação, a controladora chinesa ByteDance ficará com 19,9% de participação na operação americana.

A nova joint venture será liderada por um grupo de investidores dos EUA e do Oriente Médio. A Oracle, parceira de nuvem da plataforma, a Silver Lake e a MGX terão 15% cada. Outros investidores incluem a empresa do fundador da Dell Technologies, Michael Dell.

Segundo comunicado da plataforma, a joint venture terá autoridade plena sobre moderação de conteúdo, políticas de confiança e segurança, privacidade de dados e cibersegurança, com foco na proteção de informações de usuários americanos e na integridade dos algoritmos operados no país. As atividades de e-commerce, publicidade e marketing também passarão a ser geridas por entidades sediadas nos Estados Unidos.

O conselho da nova empresa indicou Adam Presser, ex-chefe de operações e de confiança e segurança do TikTok, como CEO do TikTok nos EUA. Já a área de segurança ficará sob responsabilidade de Will Farrell, executivo com passagem pela WarnerMedia. O atual CEO global do TikTok, Shou Chew, ocupará uma cadeira no conselho da joint venture.

O acordo encerra uma disputa que se arrasta há cerca de seis anos entre o TikTok e o governo norte-americano. Ainda em 2020, durante o primeiro mandato de Donald Trump, a Casa Branca tentou barrar o aplicativo por preocupações relacionadas à segurança nacional e à possível transferência de dados de cidadãos americanos ao governo chinês.

Em 2024, o então presidente Joe Biden sancionou uma lei que obrigava a venda da operação americana do TikTok, sob pena de banimento. A ameaça chegou a se concretizar brevemente em janeiro de 2025, quando o aplicativo saiu do ar por alguns dias, antes de ter o acesso restabelecido após intervenção do novo governo Trump.

Com o novo arranjo societário, o TikTok garante a continuidade do serviço para quase 200 milhões de usuários nos Estados Unidos e inaugura um modelo de governança voltado a atender às exigências regulatórias americanas, sem romper totalmente com sua estrutura global.

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