PATROCINADORES

Mudança no comando da Heineken reflete desafios do setor

Da redação
12 de janeiro de 2026
Saída de Dolf van den Brink ocorre após anos de pressão sobre margens, queda no consumo e mudança nos hábitos dos consumidores

O presidente-executivo da Heineken, Dolf van den Brink, anunciou nesta segunda-feira (12) que deixará o cargo em 31 de maio, encerrando um ciclo de seis anos à frente da segunda maior cervejaria do mundo. A saída ocorre poucos meses depois da apresentação da nova estratégia da companhia, em meio a um cenário de vendas mais fracas e pressão sobre os resultados do setor.

Van den Brink assumiu o comando da empresa em junho de 2020, no auge da pandemia de Covid-19, e liderou a Heineken durante um período considerado turbulento, marcado por forte inflação de custos, retração no consumo de cerveja e impacto negativo sobre margens e desempenho das ações.

Em comunicado, o conselho de supervisão informou que iniciará imediatamente a busca por um sucessor para liderar a companhia, que além da marca Heineken reúne rótulos como Amstel e Tiger. Até a transição, van den Brink permanecerá focado na execução da estratégia anunciada em outubro, que estabelece metas até 2030, e seguirá como consultor por oito meses a partir de junho.

Segundo o executivo, a empresa chegou a um ponto em que a troca de liderança pode favorecer a implementação das ambições de longo prazo. O presidente do conselho, Peter Wennink, afirmou que o momento é adequado para uma transição no comando.

A saída ocorre em um contexto desafiador para o setor de bebidas. A Heineken alertou recentemente que o crescimento do lucro operacional ajustado deve ficar no limite inferior da faixa projetada anteriormente, entre 4% e 8%, refletindo a desaceleração das vendas na Europa e nas Américas. A companhia também passou a prever leve queda nos volumes, após expectativa inicial de estabilidade.

Analistas apontam que o próximo CEO terá o desafio de executar a estratégia definida para 2030 em um ambiente de elevada volatilidade econômica e política, além de lidar com mudanças nos hábitos de consumo, especialmente entre os mais jovens, maior concorrência e a expansão de bebidas não alcoólicas.


O que MR publicou

COMPARTILHE:

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

PATROCINADORES

Leia também

Em breve