Modelo digital da Tastefy acelerou retorno do investimento e transformou a trajetória de empreendedora de Rio Branco
O avanço das dark kitchens tem redefinido o mercado de alimentação no Brasil. Um exemplo desse movimento vem do Acre, onde uma empreendedora alcançou faturamento anual de R$ 1,2 milhão operando uma unidade da Tastefy em Rio Branco. O modelo enxuto e totalmente voltado ao delivery permitiu o retorno do investimento em apenas 18 meses.
O setor de delivery de alimentos no país deve movimentar US$ 27,81 bilhões até 2029, segundo dados da Statista. Dentro desse cenário, as cozinhas dedicadas exclusivamente às entregas despontam como uma das apostas mais promissoras. A experiência de Laura Margareth Arrueta Camelo, de 48 anos, ilustra como esse formato vem alterando o perfil do empreendedor brasileiro.
Antes de se tornar franqueada, Laura já atuava no ramo alimentício e fornecia churros para uma unidade da rede. Quando o antigo franqueado decidiu repassar a operação, ela assumiu o negócio e passou a comandar a dark kitchen da Tastefy na capital acreana. “Foi uma guinada na minha vida. Aceitei o desafio de entrar em um modelo completamente diferente”, relata.
Sem experiência prévia com franquias, a empresária apostou nos treinamentos e no suporte oferecidos pela franqueadora para estruturar a operação. O resultado veio antes do esperado: o retorno do investimento ocorreu em um ano e meio, abaixo da projeção inicial de dois anos. Em 2024, a unidade registrou faturamento médio de R$ 1,2 milhão.
Segundo Laura, a combinação entre processos padronizados e adaptação ao mercado local foi determinante para o desempenho. “O delivery funciona quando seguimos a expertise da franqueadora, mas também ajustamos à realidade e à demanda da cidade”, afirma.
Com público majoritariamente entre 25 e 40 anos, ela observa uma mudança clara no comportamento do consumidor. “Tempo virou artigo de luxo. Quem entrega rápido e com eficiência consegue fidelizar”, diz.
Além da agilidade, o modelo dark kitchen se destaca pela redução de custos operacionais, ao eliminar despesas com salão, equipe de atendimento e infraestrutura típica de restaurantes tradicionais. “Trabalhar com um formato já testado reduz riscos e amplia a rentabilidade. É um caminho sem volta para o food service no Brasil”, avalia.
Para a empreendedora, o relacionamento próximo com a franqueadora também fez diferença. “O suporte existe, mas é preciso aproveitar. Eu usei todas as ferramentas disponíveis e os resultados vieram”, conclui.
O caso de Laura Camelo reflete uma transformação mais ampla no empreendedorismo nacional, marcada pela ascensão de modelos digitais, escaláveis e mais eficientes, que estão redesenhando o futuro da alimentação fora do lar.
