Índice recua 3,1 pontos e encerra 2025 em patamar considerado confortável, abaixo de 110 pontos pelo quarto mês seguido
O Indicador de Incerteza da Economia Brasileira (IIE-Br) recuou 3,1 pontos em dezembro na comparação com novembro, para 104,5 pontos, informou nesta segunda-feira (5) a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Na métrica de médias móveis trimestrais, o índice caiu 0,7 ponto.
Segundo a economista Anna Carolina Gouveia, do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre), a queda foi influenciada pelos dois componentes do indicador, com destaque para o de Mídia, que reflete o debate econômico nos principais jornais do país. “Com o resultado, o IIE-Br encerra o ano consolidando um patamar considerado confortável de incerteza, abaixo de 110 pontos por quatro meses consecutivos”, afirmou, em nota.
O IIE-Br é composto por dois subíndices. O componente de Mídia, que mapeia a frequência de notícias com menções à incerteza econômica, caiu 3,2 pontos em dezembro, para 107,8 pontos, contribuindo com 2,8 pontos para a retração do indicador no mês. Já o componente de Expectativas, construído a partir da dispersão das projeções para a taxa de câmbio e para o IPCA, recuou 1,6 ponto, para 89,2 pontos.
De acordo com a FGV, a trajetória de queda do indicador ao longo de 2025 sinaliza um ambiente de menor incerteza econômica, refletindo a resiliência da atividade, a desaceleração recente da inflação, maior previsibilidade da política econômica doméstica e a redução dos ruídos no cenário externo nos últimos meses do ano.
Para 2026, no entanto, a economista alerta para desafios relevantes que podem voltar a pressionar o indicador, como o calendário eleitoral, a expectativa de desaceleração da economia e a intensificação do debate sobre as contas públicas.
A coleta de dados do Indicador de Incerteza da Economia Brasileira ocorre entre o dia 26 do mês anterior e o dia 25 do mês de referência.
