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Moraes manda prender Filipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro 

Da redação
2 de janeiro de 2026
Condenado a 21 anos por tentativa de golpe, ex-assessor descumpriu prisão domiciliar, segundo o STF

A Polícia Federal (PF) prendeu, nesta sexta-feira (2), Filipe Martins, ex-assessor de Assuntos Internacionais do ex-presidente Jair Bolsonaro, em Ponta Grossa (PR). Ele cumpria prisão domiciliar desde 27 de dezembro, mas teve a detenção decretada após o Supremo Tribunal Federal (STF) apontar o descumprimento de medidas cautelares.

A ordem de prisão foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, que autorizou a conversão da prisão domiciliar em prisão em regime fechado. Martins foi encaminhado à Cadeia Pública Hildebrando de Souza, em Ponta Grossa, e está sob responsabilidade do sistema penitenciário estadual.

Segundo o STF, Filipe Martins utilizou a rede social LinkedIn no dia 29 de dezembro de 2025, apesar de estar expressamente proibido de acessar redes sociais. Moraes afirmou que a própria defesa reconheceu o uso da plataforma, o que caracterizaria violação das medidas impostas.

“Efetivamente, não há dúvidas de que houve descumprimento da medida cautelar imposta”, escreveu o ministro, ao afirmar que o réu demonstrou “total desrespeito pelas normas impostas e pelas instituições constitucionalmente democráticas”.

Filipe Martins foi condenado a 21 anos de prisão pela Primeira Turma do STF, em julgamento realizado em 16 de dezembro, por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado. Ele é apontado como integrante do chamado “núcleo 2” da trama golpista que buscava manter Bolsonaro no poder após a derrota eleitoral.

Defesa

O advogado de Filipe Martins, Jeffrey Chiquini, negou que o ex-assessor tenha descumprido qualquer medida cautelar e afirmou que ele vinha cumprindo as determinações judiciais “de forma exemplar”.

“Ele está há mais de 600 dias cumprindo todas as determinações judiciais. Nunca recebeu advertência, nunca foi admoestado, e hoje foi punido sem que tenha feito nada de errado”, disse.

Em tom crítico, o defensor afirmou ainda que a decisão representa perseguição. “Não é uma medida cautelar, é uma medida de vingança. Trata-se, evidentemente, de início de cumprimento da pena”, declarou.

(com Agência Brasil)

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