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Exigências de Trump para retirar sanções ao Brasil é fake

Da redação
27 de dezembro de 2025
Imagem viral atribui sete pedidos ao presidente dos EUA, mas governo brasileiro e imprensa internacional negam qualquer acordo

Circula no WhatsApp, no X (antigo Twitter) e no Facebook uma imagem que atribui ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, uma suposta lista de sete exigências para a retirada de sanções contra o Brasil. A informação é falsa.


O conteúdo viral afirma que Trump teria condicionado a revogação das sanções a pontos como “eleições limpas em 2026 com acompanhamento dos EUA”, a libertação do ex-presidente Jair Bolsonaro, o fim da censura nas redes sociais, o cancelamento de impostos sobre big techs, a concessão de terras raras para exploração, o término da cooperação com a China e o combate ao crime organizado

A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) negou a existência de qualquer acordo com esse teor. “O conteúdo é falso. Não houve nenhum acordo entre os dois países com o escopo mencionado”, informou a pasta em nota oficial.

A Secom também afirmou que “repudia a divulgação de boatos falsos com objetivos políticos, que visam única e exclusivamente desinformar a população e manipular a opinião pública”.

Não há registros na imprensa nacional ou internacional de que Trump tenha feito uma lista de exigências relacionadas ao Brasil para retirada de sanções. Tampouco existem comunicados oficiais do governo norte-americano que sustentem a narrativa divulgada nas redes.

Alguns pontos citados na imagem contradizem fatos públicos. Em junho deste ano, por exemplo, Brasil e China firmaram um acordo para a construção de um satélite de monitoramento ambiental, parceria que segue em vigor. Já Jair Bolsonaro (PL) continua preso desde 22 de novembro, em uma sala da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão após condenação na ação penal da trama golpista.

Embora os filhos do ex-presidente, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), tenham comentado publicamente a retirada de Alexandre de Moraes da Lei Magnitsky, nenhum deles mencionou a existência de um suposto acordo baseado em “sete exigências”.

Sanções dos Estados Unidos

A publicação viral também não especifica quais sanções estariam sendo revogadas. Desde julho, o governo Trump impôs tarifas comerciais a produtos brasileiros, suspendeu vistos de oito ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e aplicou a Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes e sua esposa, o que impede transações em dólar em instituições financeiras que operam nos Estados Unidos.

Nos meses seguintes, algumas dessas medidas foram ajustadas. Em determinados casos, taxas de exportação foram suspensas e o ministro Alexandre de Moraes acabou retirado da lista de sanções da Lei Magnitsky. Ainda assim, não há qualquer relação entre essas decisões e a lista que circula nas redes sociais.

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