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Lucro da General Mills cai no trimestre fiscal

Da redação
17 de dezembro de 2025
Inflação nos EUA pressiona resultados da dona de Yoki e Kitano, que aposta em cortes de preços para manter consumo

A General Mills registrou queda no lucro e nas vendas no segundo trimestre de seu ano fiscal, em meio ao impacto da inflação sobre o consumo nos Estados Unidos e à estratégia da companhia de reduzir preços para preservar volume de vendas.

Dona das marcas Yoki e Kitano no Brasil, além de nomes globais como Cheerios e Pillsbury, a empresa apurou lucro líquido de US$ 413 milhões, o equivalente a US$ 0,78 por ação. O resultado representa uma retração significativa frente aos US$ 795,7 milhões registrados no mesmo período do ano anterior.

O lucro ajustado foi de US$ 1,10 por ação, acima da expectativa de analistas consultados pela FactSet, que projetavam US$ 1,03.

As vendas líquidas somaram US$ 4,9 bilhões, queda de 7% na comparação anual, mas acima da previsão de Wall Street, de US$ 4,78 bilhões. No segmento internacional, que inclui o Brasil, as receitas cresceram 6%, para US$ 729 milhões, com destaque para os mercados brasileiro, chinês e indiano.

A companhia reafirmou suas projeções para o exercício fiscal, estimando que as vendas líquidas fiquem entre uma queda de 1% e uma alta de 1%. Já o lucro ajustado por ação deve recuar entre 10% e 15%, em moeda constante.

Em comunicado, a General Mills reiterou que os consumidores seguem cautelosos diante da incerteza econômica, dos conflitos globais e de mudanças regulatórias na política alimentar. Como resposta, a empresa informou que pretende reduzir os preços de cerca de dois terços de seu portfólio ao longo do ano, em uma tentativa de manter competitividade em um cenário de pressão sobre o orçamento das famílias.

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