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InHouse segura expansão em nome da eficiência

Lorena Scavone Giron
17 de dezembro de 2025
Após crescer 166% em 2024 e projetar mais 110% em 2025, preferência vai para rentabilidade e custos operacionais. Como o segmento já responde por mais da metade das novas lojas do varejo, é esperado acirramento da competição

Após crescer 166% em 2024 e projetar mais 110% em 2025, a prioridade passa a ser rentabilidade e custos operacionais. Como o segmento já responde por mais da metade das novas lojas do varejo, é esperado um acirramento da competição.

O setor de mercados autônomos vive um momento de forte expansão. Segundo a Associação Paulista de Supermercados (Apas), esse modelo de negócio respondeu por 53% das novas lojas do varejo supermercadista abertas em 2024. Nesse cenário, a InHouse Market começa a redesenhar sua estratégia após um ciclo de crescimento acelerado.

Com mais de 1,8 mil lojas em mais de 320 cidades, a empresa aposta agora na maturidade do ecossistema. “Crescimento acelerado é quando você ainda está provando o modelo. A consolidação começa quando o crescimento passa a vir da previsibilidade, da eficiência e da recorrência da base instalada”, afirma Leonardo de Ana (imagem), CEO e cofundador da InHouse Market.

A mudança de fase implica menor foco na abertura indiscriminada de unidades e maior atenção à rentabilidade, ao uso de dados, à governança e à profundidade operacional. Ainda assim, a companhia mantém metas robustas: para 2026, a projeção é crescer ao menos 50% sobre 2025, o que levaria o faturamento anualizado da rede a cerca de R$ 300 milhões até dezembro de 2026.

O movimento ocorre em um momento em que o rápido avanço do setor desperta o interesse de grandes redes varejistas, o que tende a intensificar a concorrência. Para Leonardo, no entanto, a entrada desses players valida o segmento, mas não garante domínio do modelo.

Segundo o executivo, mercados autônomos exigem uma operação pulverizada, local e flexível, algo que estruturas tradicionais têm dificuldade de executar. Ele lembra que iniciativas lançadas por grandes grupos acabaram sendo descontinuadas, enquanto outros seguem no segmento por meio de parcerias. “Escala sem agilidade costuma virar um problema”, diz.

O principal diferencial da InHouse estaria no modelo de licenciamento e na tecnologia proprietária Shoppbud, que integra aplicativo, totem de autoatendimento e sistema de gestão. De acordo com o CEO, o histórico de milhões de transações, padrões de consumo e aprendizado operacional cria uma barreira competitiva relevante. “Dinheiro não compra tempo nem aprendizado”, afirma.

Apesar da escala consistente, a empresa vê amplo espaço para expansão antes de qualquer risco de saturação. Estimativas do setor apontam oportunidades em milhares de condomínios residenciais, além de espaços corporativos, academias, coworkings, instituições de ensino e hotéis, que já representam uma parcela crescente da operação.

Com projeções de que o mercado de lojas autônomas possa alcançar R$ 15 bilhões na próxima década, a InHouse Market mira uma participação entre 5% e 10%, priorizando crescimento sustentável. A empresa já atingiu o breakeven e avalia a internacionalização a partir de 2026, enquanto lança e testa o novo Totem Shoppbud Smart, solução mais compacta.

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