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Núcleo do golpe que vigiou autoridades será julgado a partir de terça (9) 

Da redação
8 de dezembro de 2025
Grupo formado por ex-chefe da PRF e general da reserva que foi secretário da Presidência também teria atuado na minuta golpista e na articulação para dificultar o voto no Nordeste

A 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) dará início, na terça-feira (9), ao julgamento da Ação Penal (AP) 2693 contra seis acusados de integrar o chamado Núcleo 2 da tentativa de golpe de Estado, ocorrido entre o final de 2022 e o início de 2023. É o último grupo da trama. Já foram julgadas e condenadas  24 pessoas, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro. 

Os réus de maior destaque público desta leva são Silvinei Vasques (imagem), diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no governo Bolsonaro, Mário Fernandes, general da reserva do Exército que atuou como secretário-executivo da Presidência, e Filipe Martins, que foi assessor internacional da Presidência.

Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), eles foram responsáveis pela elaboração da “minuta do golpe”, pelo monitoramento e pela proposta de “neutralização” violenta de autoridades, incluindo o então eleito presidente Lula, o vice Geraldo Alckmin e o ministro do STF Alexandre de Moraes. Eles também foram identificados como responsáveis pela articulação dentro da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para dificultar o voto de eleitores da Região Nordeste nas eleições de 2022. 

O Núcleo 2 é formado por:

  • Fernando de Sousa Oliveira – delegado da Polícia Federal
  • Filipe Garcia Martins Pereira – ex-assessor internacional da Presidência da República
  • Marcelo Costa Câmara – coronel da reserva do Exército e ex-assessor da Presidência
  • Marília Ferreira de Alencar – delegada e ex-diretora de Inteligência da Polícia Federal
  • Mário Fernandes – general da reserva do Exército e ex-secretário-executivo da Presidência
  • Silvinei Vasques – ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
     


Eles são acusados de:

  • Organização criminosa armada;
  • Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
  • Tentativa de golpe de Estado;
  • Dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, com considerável prejuízo para a vítima;
  • Deterioração de patrimônio tombado.

O presidente da Turma, ministro Flávio Dino, reservou sessões para os dias 9, 10, 16 e 17 de dezembro. O julgamento começará após o encerramento das alegações finais da PGR e das defesas. 

A sessão de amanhã será transmitida ao vivo pelo canal do STF no YouTube, das 9h às 12h e das 14h às 19h. Na quarta (10), a sessão deve ocorrer das das 9h às 12h. Na próxima semana, as sessões de terça (16) e quarta (17) seguirão a mesma ordem.

Condenações 

Já foram julgados e condenados  24 réus envolvidos na intentona golpista:  oito do Núcleo 1, formado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete ex-integrantes do governo, sete do Núcleo 4 nove do Núcleo 3. Acerca do Núcleo 5, composto somente pelo empresário Paulo Figueiredo, a denúncia da PGR ainda não foi apreciada. Figueiredo também é denunciado por obstrução da Justiça. 

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