Uma nova mas manjada teoria conspiratória movimentou as redes sociais nas últimas semanas: Jair Bolsonaro (PL) teria fugido para os Estados Unidos e deixado um “clone” em seu lugar na cela da Polícia Federal, em Brasília. A narrativa foi disseminada pelo influenciador Luciano Cesa, conhecido por produzir desinformação. O conteúdo viralizou rapidamente e, em poucas horas, foi aplaudido e também motivo de deboche generalizado no X e no Instagram.
Gente, está tudo explicado: Jair Bolsonaro já está nos Estados Unidos e quem está preso na Polícia Federal no lugar dele é um clone! pic.twitter.com/mwESH6XEK5
— William De Lucca (@delucca) November 28, 2025
A história é farsesca. Não há qualquer indício de fuga, substituição, dublês, máscaras hiper-realistas ou tramas de fuga internacional envolvendo Donald Trump ou uma tal Aliança da Terra. Bolsonaro segue preso na Superintendência da PF, conforme informações oficiais. Também é de amplo conhecimento que as técnicas de clonagem não chegaram ao ponto de produzir seres humanos adultos. Ainda mais algum desprovido de individualidade.
Reação imediata
Na transmissão que impulsionou o boato, Cesa afirmou que o verdadeiro Bolsonaro estaria há meses em local seguro nos Estados Unidos e chegou a citar a base militar Cheyenne Mountain, um bunker atômico da Guerra Fria. Ele também disse que a presença pública do ex-presidente seria mantida por sósias, dublês ou militares mascarados.
A reação nas redes foi imediata. “Se o Lula acha que é o único que tem clone, errou. A direita também tem essa tecnologia”, brincou um usuário. Outro escreveu que o influenciador “perdeu o embarque de alguma nave alienígena”. Memes se multiplicaram, com montagens de um suposto “multiverso do Bolsonaro”.
A velha multiplicação de presidentes
A teoria do clone de Bolsonaro pode ser nova, mas a ideia está longe de ser inédita. O Brasil tem um histórico curioso de teorias que sugerem que líderes políticos foram substituídos por cópias, sósias ou versões ressuscitadas. Lula é o alvo mais frequente, mas agora chegou a vez de Bolsonaro.
Não é coincidência que essas histórias sempre retornem em momentos tensos – no caso, o início do cumprimento da pena do ex-presidente. A combinação de polarização, desinformação e o humor típico das redes sociais cria um ambiente perfeito para o despertar desse novo folclore político.
Diante do histórico recente, dificilmente a teoria do clone presidencial vai ficar assim. A figura central pode mudar, mas a fantasia da replicação de mandatários e ex-mandatários vai seguir. Confira abaixo os delírios que MONEY REPORT registrou:
