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Confiança Empresarial fica estável em novembro

Da redação
1 de dezembro de 2025
Indicador que mede o grau de satisfação com a situação atual voltou a cair, influenciado pela deterioração das avaliações na Indústria

O Índice de Confiança Empresarial (ICE) ficou estável em novembro, em 90,1 pontos. Na métrica de médias móveis trimestrais, o indicador volta a registrar tendência de alta, com um avanço de 0,2 ponto, após cinco meses em queda, informou a Fundação Getúlio Vargas Instituto Brasileiro de Economia (FGV IBRE) nesta segunda-feira (1°).

“A estabilidade do Índice de Confiança Empresarial oculta diferenças relevantes tanto entre setores quanto entre os horizontes de análise. O indicador que mede o grau de satisfação com a situação atual voltou a cair, influenciado pela deterioração das avaliações na Indústria. Em sentido oposto, o componente de expectativas avançou pelo segundo mês consecutivo, desta vez com melhora disseminada entre os setores, impulsionada por projeções menos desfavoráveis para a demanda nos próximos três meses”, avalia Aloisio Campelo Jr., pesquisador do FGV IBRE.

Em novembro, o Índice da Situação Atual Empresarial (ISA-E) recuou 0,7 ponto, registrando 91,6 pontos. Excetuando-se a de setembro, o índice recuou em cinco dos últimos seis meses, acumulando perdas de 7,0 pontos ao longo de 2025. Entre seus componentes, o indicador que mede a satisfação com a situação atual dos negócios caiu 0,4 ponto, atingindo 90,3 pontos, enquanto o indicador que mede o nível de demanda no momento presente recuou 0,9 ponto, para 93 pontos.

O Índice de Expectativas Empresariais (IE-E), por sua vez, avançou 0,6 ponto no mês, a segunda alta consecutiva, alcançando 88,7 pontos. A alta no mês foi determinada pelo avanço em seus dois componentes: o indicador que mede o otimismo com a demanda nos três meses seguintes avançou 0,8 ponto, para 86,6 pontos, e o indicador que capta as expectativas em relação à evolução dos negócios seis meses à frente subiu 0,4 ponto, para 91,1 pontos.

Em novembro, a confiança avançou em três dos quatro setores mapeados. A maior alta registrada, pelo segundo mês consecutivo, foi no Índice de Confiança do Comércio, que subiu 3,7 pontos, alcançando 89,9 pontos, acumulando uma alta de 6,8 pontos nos três últimos meses. Os índices de Serviços e da Construção também avançaram, em 1,2 e 1,0 ponto, respectivamente, passando a 90,1 e 92,6 pontos. O índice da Indústria de Transformação, por sua vez, recuou 0,7 ponto, para 89,1 pontos, acumulando uma queda de 10,6 pontos no ano. Na métrica de médias móveis trimestrais, apenas a Indústria segue em trajetória declinante, conforme mostra a tabela abaixo.

(FGV)

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