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Gasolina recua em novembro e etanol volta a subir

Da redação
28 de novembro de 2025
Preço médio da gasolina caiu para R$ 6,33, enquanto o etanol avançou para R$ 4,44, mostra Edenred Ticket Log; movimento reflete repasses regionais e oferta do biocombustível

O preço médio da gasolina caiu 0,47% em novembro e chegou a R$ 6,33 nos postos do país, segundo o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL). No sentido oposto, o etanol registrou alta de 0,91% no período, com valor médio de R$ 4,44.

De acordo com Renato Mascarenhas, diretor de Rede de Abastecimento da Edenred Mobilidade, a redução da gasolina reflete o repasse gradual do reajuste da Petrobras feito em outubro, que chega aos postos conforme a renovação dos estoques. Já a alta do etanol é influenciada pela oferta e pela maior competitividade do biocombustível em alguns estados.

Regiões acompanham queda da gasolina

Todas as regiões registraram recuo no preço da gasolina em novembro. O Nordeste teve a maior queda, de 0,78%, com média de R$ 6,40. O Sudeste manteve o menor preço médio, de R$ 6,19 (-0,32%), enquanto o Norte seguiu no topo, com R$ 6,81 (-0,78%).

No caso do etanol, a maioria das regiões teve alta em novembro. O Sudeste liderou o aumento, de 0,46%, mas ainda registrou o menor preço médio (R$ 4,34). O Nordeste teve a maior queda, de 2,84% (R$ 4,79), e o Norte manteve o valor mais alto, de R$ 5,20.

Estados mais caros e mais baratos

Entre os estados, o etanol teve seu maior aumento no Mato Grosso (+0,68%, a R$ 4,47). São Paulo registrou o menor preço médio (R$ 4,23), mesmo após alta de 0,48%. O Rio Grande do Norte teve a maior queda, de 7,02%, e o Amazonas concentrou o etanol mais caro (R$ 5,47), estável no mês.

A gasolina só subiu em um estado: o Piauí, com alta de 0,47% (R$ 6,36). O Rio Grande do Norte teve a maior queda, de 1,89% (R$ 6,23). A Paraíba registrou o valor mais baixo, R$ 6,08 (-0,82%), enquanto Roraima teve o preço mais alto do país, R$ 7,41.

Mascarenhas afirma que, apesar da leve queda nacional, a gasolina foi o combustível mais vantajoso em 13 estados. O etanol, porém, continua relevante pela menor emissão de poluentes e alinhamento com metas de descarbonização.

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