Modelo S1 tem visor interno e versão G1 foca em funções básicas, ambas com preços mais baixos que os concorrentes da Ray-Ban
A plataforma B2B on-line Alibaba começou nesta quinta-feira (27) a vender seus primeiros óculos com inteligência artificial. Os Quark AI Glasses chegam ao mercado chinês em duas versões. A S1 custa a partir de 3.799 yuans, cerca de US$ 536, e conta com display nas lentes. A G1 é vendida por 1.899 yuans, aproximadamente US$ 260, e tem foco no uso básico do assistente virtual. Ambos os modelos chegam ao mercado com preços inferiores aos lançados recentemente pela Meta.
Os óculos utilizam o Qwen, modelo de linguagem desenvolvido pela Alibaba. Eles se conectam ao aplicativo móvel da companhia, que permite comandos por voz para tradução em tempo real, resumos de reuniões e outras funções de produtividade. O dispositivo possui câmera integrada e, no caso da versão S1, exibe informações diretamente no campo de visão do usuário. Um dos recursos destacados pela empresa é a possibilidade de fotografar um produto e visualizar instantaneamente o preço do item no Taobao.
A entrada da Alibaba no setor reforça o objetivo da empresa de ampliar a monetização de soluções de inteligência artificial junto ao consumidor final. A companhia também reformulou o app Qwen, que superou 10 milhões de downloads na primeira semana, e viu sua divisão de computação em nuvem voltar a crescer.
O mercado de óculos inteligentes deve avançar rapidamente. Projeção da consultoria Omdia estima que as vendas ultrapassarão 10 milhões de unidades em 2026, o dobro do previsto para 2025. A Alibaba passa a competir com empresas como Meta, Xiaomi e a startup chinesa Xreal. A Meta lançou em setembro sua nova geração de Ray-Bans inteligentes, com visor e controle por gestos, vendidos por US$ 799. A versão sem visor custa 379 dólares.
A Alibaba, sediada em Hangzhou, é considerada uma das líderes em inteligência artificial na China. Seu modelo Qwen figura entre os mais baixados entre sistemas de IA aberta no mundo, junto ao R1 da DeepSeek, em um momento em que o país ultrapassa os Estados Unidos no volume total de tecnologias abertas disponíveis.
