Projeção indica alta de 2,4% na data; dólar mais baixo e mercado de trabalho aquecido impulsionam consumo
As vendas da Black Friday de 2025 devem alcançar R$ 5,4 bilhões, o maior volume registrado desde o início da série histórica da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em 2010. A projeção,
aponta crescimento de 2,4% em relação à edição de 2024.
Mesmo em um cenário de endividamento elevado, inadimplência persistente e crédito ainda caro, a CNC prevê expansão das vendas devido a dois fatores principais: câmbio mais favorável ao consumo e mercado de trabalho aquecido. “Vivemos um momento de cautela na economia nacional e de incertezas externas, mas ainda assim veremos incremento nas vendas”, afirmou o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros.
No último ano, o dólar recuou 8,3% em média e opera abaixo de R$ 5,30 — nível mais confortável para o varejo do que em novembro de 2024, quando se aproximava de R$ 5,80. O cenário também é apoiado pelo emprego: a taxa de desocupação segue no menor patamar da série do IBGE, e a massa real de renda cresceu 5,5% no segundo trimestre na comparação anual.
Setores que mais vão faturar
A CNC estima que três segmentos concentrem 68% de todo o volume movimentado:
- Hipermercados e supermercados: R$ 1,32 bilhão
- Eletroeletrônicos e utilidades domésticas: R$ 1,24 bilhão
- Móveis e eletrodomésticos: R$ 1,15 bilhão
Também se destacam vestuário e acessórios (R$ 0,95 bi) e farmácias, perfumarias e cosméticos (R$ 0,38 bi).
A Black Friday já é a quinta data mais relevante do varejo brasileiro, atrás apenas do Natal, Dia das Mães, Dia das Crianças e Dia dos Pais.
Descontos reais em 70% das categorias
Para medir o espaço real para promoções, a CNC monitorou diariamente os preços de 150 itens nos últimos 40 dias. O levantamento aponta que 70% das categorias têm margem para descontos efetivos, puxadas por:
- papelaria (-10,14%)
- livros (-9,02%)
- joias e bijuterias (-9,01%)
- perfumaria (-8,20%)
- utilidades domésticas (-8,18%)
