Considerada a maior transação do segmento no mundo, operação simplifica o portfólio da concessionária e gera valor para um crescimento mais sinérgico e rentável
Empresa de infraestrutura de mobilidade brasileira, a Motiva anunciou a venda da sua plataforma de aeroportos para a mexicana Asur, do Grupo Aeroportuario del Sureste. A transação, no valor de R$ 11,5 bilhões, sendo R$ 5 bilhões em equity pelas participações acionárias da companhia nos ativos aeroportuários, e R$ 6,5 bilhões em dívidas líquidas, se refere à alienação de 100% das ações detidas pela Motiva na CPC Holding, veículo que consolida as cotas nos seus 20 aeroportos.
Maior transação aeroportuária em curso no mundo, o processo competitivo internacional atraiu o interesse de mais de 20 grupos europeus, latino-americanos e asiáticos. A venda das operações em aeroportos marca mais um avanço na estratégia de simplificação do portfólio com destravamento de valor, anunciada pela Motiva em seu plano estratégico 2035, que prioriza o crescimento rentável, seletivo e sinérgico de seus negócios, alinhados à eficiência operacional superior para a criação de valor sustentável. A robustez do negócio foi escolhida como A Tacada da Semana de MR.
“Ao avançarmos na reciclagem de capital e simplificarmos o nosso portfólio, ampliamos a nossa capacidade de investimento nos segmentos estratégicos para nossa companhia, em especial de rodovias e trilhos. Esta transação vai destravar valor em nosso portfólio e simplificar nosso modelo de negócio, fortalecendo a nossa posição para liderarmos o futuro da mobilidade no Brasil,” afirmou o CEO da Motiva, Miguel Setas (na imagem).
Pelos termos da transação, os ativos foram precificados a um múltiplo EV/ebitda (LTM) de 8,8x at stake, acima do múltiplo atual da Motiva, proporcionando criação de valor. Os recursos da operação serão utilizados para a redução do endividamento da holding.
Com a conclusão do negócio, a alavancagem consolidada, que considera as controladas em conjunto com a Motiva, cairia de 3,5 vezes para menos de 3 vezes, ampliando a capacidade financeira da companhia para fazer frente ao pipeline de R$ 160 bilhões de oportunidades mapeadas para os próximos anos para concessões rodoviárias, de trens e metrôs no Brasil, além de otimizar a estrutura de capital e melhorar o perfil de risco do portfólio.
