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Misoginia jumbo a bordo do Big Fat Force 1

Da redação
22 de novembro de 2025

A cena escolhida por MONEY REPORT como Imagem da Semana mostra mais um episódio dos recorrentes e vergonhosos ataques misóginos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, às mulheres, principalmente se forem da imprensa. Durante uma viagem no Air Force One, o Jumbo presidencial, ele reagiu agressivamente quando uma repórter da Bloomberg o questionou sobre o caso Jeffrey Epstein, criminoso sexual cujos arquivos o comprometem. Visivelmente irritado, respondeu: “Shut up, piggy! Shut up, you fat woman!” (Cale a boca, porquinha! Cale a boca, mulher gorda!). O insulto sexista gerou imediata reação no meio jornalístico americano. e angariou até críticas de parte do eleitorado republicano. Sob o aspecto gordofóbico da ofensa, uma coisa é certa: o homem mais poderoso do mundo não está em condições de fazer comentários. Com pouco mais de 1,9m de altura e entre 115 e 120 quilos mal distribuídos pelo corpo, ele já alegou estar abaixo dos 100 quilos, como indica a imagem.

https://twitter.com/RpsAgainstTrump/status/1990784782821962127?s=20

Organizações de defesa da liberdade de imprensa classificaram a fala como “inaceitável” e “incompatível com o cargo”.

O ataque ocorreu poucos dias após outra declaração polêmica, feita no Salão Oval, durante encontro com o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman. Ao comentar o assassinato do jornalista Jamal Khashoggi, Trump minimizou a responsabilidade do saudita, afirmando: “Muita gente não gostava desse sujeito de quem você está falando. Gostando ou não, essas coisas acontecem.”

A postura irritou ativistas de direitos humanos e provocou reações duras na comunidade jornalística internacional, que acusa o presidente de relativizar atentados contra a imprensa e reforçar um ambiente de hostilidade. Crítico da monarquia ditatorial muçulmana comandada pela Casa de Saud e o colunista do Washington Post, Khashoggi foi assassinado e desmembrado dentro do consulado da Arábia Saudita em Istambul, na Turquia, em 2 de outubro de 2018. O local era monitorado por escutas e a própria agência de espionagem dos EUA, a CIA, confirmou a participação de Mohammed bin Salman.

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