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Xiaomi anuncia alta nos preços dos celulares

Da redação
18 de novembro de 2025
Escassez global de chips deve pressionar custos no próximo ano; crise já afeta montadoras e eletrônicos, coincidindo com a expansão da divisão de carros elétricos da marca

A Xiaomi afirmou nesta terça-feira (18) que espera uma alta nos preços de seus smartphones em 2026 devido à escassez global de chips de memória, que deve se agravar no próximo ano. A avaliação acompanha o alerta emitido recentemente pela SMIC, principal fabricante chinesa de semicondutores, que disse que a falta de componentes pode reduzir a produção de carros e eletrônicos em 2026.

A gigante chinesa já assinou contratos para garantir parte do fornecimento, mas o presidente Lu Weibing afirmou que o aumento de custos será repassado aos produtos. Segundo ele, o atual ciclo de escassez pode ser mais severo e prolongado do que episódios anteriores.

Demanda por data centers pressiona oferta

A crise é alimentada pela explosão de investimentos globais em data centers e aceleradores de IA, que elevaram a demanda por chips de memória avançados. Como resultado, fabricantes como SK Hynix e Samsung Electronics têm priorizado o envio de componentes de ponta para empresas como a Nvidia, reduzindo a oferta de chips mais baratos usados em celulares e eletrônicos comuns.

Xiaomi sobe preço e amplia aposta em produtos premium

A Xiaomi tem acelerado sua migração para modelos premium — como a linha Series 17, que disputa espaço com os aparelhos mais recentes da Apple. Em outubro, executivos já haviam anunciado aumento de preços em parte devido ao encarecimento dos chips de memória.

A companhia divulgou resultados acima do esperado no trimestre, impulsionados sobretudo pela divisão de veículos elétricos (EV), que registrou lucro de 700 milhões de yuans (US$ 98 milhões) entre julho e setembro — revertendo uma perda de 300 milhões de yuans no trimestre anterior.

Com isso, a empresa se junta a um grupo seleto de montadoras chinesas de EV que já operam no azul. A Xiaomi planeja aumentar a produção e mira entrar no mercado europeu em 2027, com o objetivo declarado de figurar entre as cinco maiores montadoras do mundo.

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