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Consumo estável mantém varejo em rota de recuperação

Da redação
13 de novembro de 2025
Estabilidade no consumo essencial e sinais de alívio na política monetária sustentam uma recuperação gradual do varejo para o início de 2026, segundo estudo do IBEVAR–FIA Business School

O consumo das famílias brasileiras manteve-se estável em novembro de 2025 e deve sustentar um cenário de retomada gradual no varejo nos primeiros meses de 2026, aponta estudo do IBEVAR e da FIA Business School. As projeções contemplam tanto o varejo restrito quanto o ampliado e mostram um setor que avança devagar, mas sem sinais de deterioração.

No varejo restrito — que engloba supermercados, vestuário, móveis, eletrodomésticos, produtos farmacêuticos, combustíveis e itens de uso doméstico — o volume de vendas registrou leve variação de -0,01% na comparação mensal. Em 12 meses, o crescimento acumulado foi de 1,80%, enquanto o avanço anual ficou em 0,58%. O resultado confirma a estabilidade no consumo essencial, após um período marcado por desaceleração ao longo de 2025.

O varejo ampliado, que inclui ainda veículos, motos e materiais de construção, teve alta de 0,42% em novembro. No entanto, caiu 2,39% frente ao mesmo mês de 2024 e acumula leve recuo de 0,08% em 12 meses, reflexo de um ritmo mais lento de recuperação nos setores automotivo e de construção.

Entre os segmentos acompanhados pelo estudo, alguns movimentos se destacam.

Móveis e eletrodomésticos voltaram a crescer, com alta de 0,35%.
Supermercados e bens essenciais mantiveram estabilidade, próximos de 1%.
Vestuário e calçados avançaram 0,90%, ainda abaixo do período pré-pandemia.
Artigos farmacêuticos e de perfumaria mostram tendência mais firme, com projeção de crescimento de 1,47% no início de 2026.
Materiais de construção seguiram voláteis, com queda de 1,02%.

Para Claudio Felisoni, presidente do IBEVAR e professor da FIA Business School, o varejo atravessa um momento de “resiliência moderada”, sustentado por consumo essencial estável e expectativas mais favoráveis para a política monetária. “O estudo aponta um cenário de resiliência moderada do varejo brasileiro diante das condições macroeconômicas de 2025. O comportamento estável do consumo essencial e a possibilidade de manutenção de políticas monetárias menos restritivas sustentam uma perspectiva de leve recuperação para o início de 2026”, afirma.

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