Data deve atrair mais de 40% dos consumidores brasileiros, com destaque para compras parceladas e tíquete médio de R$ 1,4 mil
A Black Friday de 2025 promete ser uma das maiores da história. Segundo levantamento da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), em parceria com o Instituto Datafolha, os brasileiros devem movimentar cerca de R$ 14,9 bilhões em transações durante o período de promoções, marcado para o dia 28 de novembro.
O estudo revela que 42% dos consumidores pretendem aproveitar os descontos para adquirir produtos ou serviços, com gasto médio estimado em R$ 1.422 — alta de 3% em relação ao ano passado.
Cartão domina como meio de pagamento
Os cartões seguem como o principal método de compra entre os brasileiros. Mais da metade dos entrevistados (58%) declarou que pretende pagar com cartão de crédito ou débito, proporção que sobe para 69% entre as classes A e B.
Entre os que optam pelo crédito, 85% devem parcelar as compras, reforçando a importância do instrumento para o varejo nacional. As demais formas de pagamento, como Pix e boleto, concentram os 42% restantes.
Eletrodomésticos e eletrônicos lideram intenções de compra
A pesquisa mostra que eletrodomésticos (33%) e eletrônicos (28%) são as categorias mais desejadas. Entre os produtos, geladeiras (6%), máquinas de lavar (4%) e celulares (9%) aparecem no topo da lista, seguidos por televisores (8%).
O vestuário (26%) mantém força entre os consumidores, à frente de calçados (10%), móveis (13%) e produtos de beleza (4%).
Jovens impulsionam o consumo
A data tem maior apelo entre os consumidores até 34 anos, faixa em que 53% planejam comprar — índice que chega a 57% entre os mais jovens, de 18 a 24 anos.
Os maiores tíquetes médios aparecem entre o público de 45 a 59 anos (R$ 1.539) e de 25 a 34 anos (R$ 1.486).
Homens devem gastar mais: R$ 1.621, em média, ante R$ 1.185 das mulheres.
Lojas físicas mantêm preferência
Apesar do avanço do comércio eletrônico, 55% dos entrevistados afirmam que pretendem comprar presencialmente, enquanto 48% farão as aquisições online.
As lojas físicas são mais procuradas por mulheres (58%), consumidores de 45 a 59 anos (65%) e das classes C (57%) e D/E (69%). Já o e-commerce tem maior força entre homens (52%), jovens de 18 a 34 anos (61%) e classes A/B (63%).
Regiões e gastos médios
As regiões Norte (56%) e Centro-Oeste (46%) apresentam as maiores intenções de compra, seguidas por Nordeste (44%), Sudeste (38%) e Sul (37%).
O Centro-Oeste lidera em gasto médio, com R$ 1.888, à frente do Sul (R$ 1.524) e do Sudeste (R$ 1.436).
Em todas as regiões, os eletrodomésticos e eletrônicos dominam o ranking de interesse, reforçando a importância dos itens de maior valor agregado para o comportamento do consumidor brasileiro.
