Receita teve crescimento de 2% em comparação ao mesmo período de 2024, com o desempenho dos segmentos Renda Fixa e Crédito, Soluções Analíticas de Dados e Tecnologia e Plataformas mais que compensando o cenário em Renda Variável e Derivativos
A B3 S.A. reportou seus resultados financeiros do terceiro trimestre de 2025. A receita total atingiu R$ 2,8 bilhões, alta de 2% em relação ao terceiro trimestre de 2024 e de 0,8% em comparação com o segundo trimestre de 2025. O lucro líquido foi de R$ 1,2 bilhão, alta de 3,5% em relação ao terceiro trimestre de 2024, e o lucro líquido por ação foi de R$ 0,24, um crescimento de 11,6%.
No período, a B3 distribuiu R$ 1,3 bilhão aos seus acionistas, sendo R$ 875,1 milhões em recompras e R$ 402,5 milhões em juros sobre capital próprio (JCP). No acumulado do ano, já foram recompradas 125 milhões de ações, representando 2,3% do capital social da companhia. As despesas somaram R$ 841,0 milhões, alta de 1,2% em relação ao terceiro trimestre de 2024 e abaixo da inflação do período.
O desempenho da companhia foi impulsionado tanto pelo segmento de Renda Fixa e Crédito, com crescimento nas emissões e estoque dos instrumentos de Renda Fixa, quanto pelos segmentos de Dados para Mercado de Capitais e Soluções Analíticas de Dados, com aumento significativo nas receitas de produtos de dados e analytics.
Dentre os destaques do trimestre, a B3 anunciou as aquisições de 62% do capital social da Shipay, integradora de pagamentos digitais pioneira em soluções Pix, e de 60% do capital social da Central de Registro de Direitos Creditórios – CRDC, em linha com sua estratégia de impulsionar inovações do mercado financeiro e oferecer soluções de infraestrutura na jornada de crédito. A aquisição da Shipay foi concluída em outubro, enquanto a aquisição da CRDC ainda aguarda aprovação regulatória.
“Essas novas aquisições reforçam a nossa estratégia de ampliar a atuação como infraestrutura na jornada de crédito, especialmente no desenvolvimento de produtos e serviços para duplicatas escriturais. O mercado de duplicatas movimenta cerca de R$ 10 trilhões por ano no Brasil, e queremos liderar essa transformação. Estamos construindo uma plataforma completa e robusta com soluções inteligentes agregadas, que irão trazer mais oportunidades de negócios para os nossos clientes”, explica André Veiga Milanez, diretor-executivo Financeiro, Administrativo e de Relações com Investidores da B3.
Na agenda de produtos, a B3 lançou o Índice Tesouro Selic e o Índice Futuro de Ouro. Além disso, também lançou um programa de Formador de Mercado de Títulos Públicos Federais para o mercado secundário de renda fixa, para fomentar a liquidez na plataforma de negociação eletrônica Trademate.
Em setembro, a B3 concluiu a 10ª emissão de debêntures no valor de R$ 2,6 bilhões, com custo de CDI + 0,45% ao ano e prazo de cinco anos. Os recursos captados foram utilizados para o resgate antecipado da 7ª emissão, que tinha custo de CDI + 1,05% ao ano. Essa emissão faz parte da otimização da estrutura de capital da companhia e não altera a projeção de alavancagem financeira para 2025.
