Um vídeo que circula em redes sociais afirma que o filho do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, teria sido filmado portando um fuzil em uma favela e, posteriormente, encontrado morto pelo Instituto Médico Legal (IML). A alegação é tão falsa que foi escolhida a Fake News da Semana de MR.
O conteúdo viral, compartilhado especialmente no WhatsApp, alega que o adolescente foi abatido durante uma operação policial e encaminhado ao IML junto com corpos de traficantes. A assessoria de imprensa do governo do Rio desmentiu a história. “A informação não procede”, informa em nota.
Castro tem dois filhos: João Pedro, de 14 anos, e de uma menina de 9. Além da desinformação caluniosa, imagens públicas disponíveis nos perfis de redes sociais do governador e de sua esposa, Aline Castro, mostram que não há semelhança com o jovem exibido no vídeo. Mesmo com a baixa qualidade da gravação, é possível identificar diferenças, como estatura e corte de cabelo — o rapaz no vídeo tem cabelo comprido e aparenta ser mais velho.

A montagem começou a circular após a Operação Contenção, em 28 de outubro, que deixou ao menos 121 mortos e reacendeu o debate sobre violência policial e qual o melhor métodos para confrontar facções criminosas. O episódio foi explorado por contas que tentam vincular autoridades públicas ao crime organizado, estratégia recorrente em ciclos de desinformação.
Especialistas em checagem identificam padrões: emprego de vídeos sem contexto, legendas alarmistas e associação a figuras políticas com alta exposição. Esse formato costuma ganhar tração em aplicativos de mensagem, onde a rastreabilidade é limitada.
