SÃO PAULO (Reuters) – O senador eleito pela Bahia e articulador da campanha do PT à Presidência da República, Jaques Wagner, disse que não existe a ideia de construir uma frente democrática, ponto que vem sendo mencionado pelo candidato Fernando Haddad, e minimizou a importância de um apoio formal de outras figuras políticas.
“Desconheço… A gente quer ampliar com a sociedade, a gente conversa com todo mundo, mas não tem essa ideia de frente”, disse Wagner a jornalistas, após ser questionado sobre como está sendo costurada essa frente democrática.
“As pessoas vão votar já. O Fernando Henrique disse que não vota no outro, o Ciro já disse que não vota no outro”, afirmou Wagner. “Se não vota no outro, a outra opção seria voto branco, eu não acredito”, acrescentou.
“Os interlocutores são importantes, mas eu fico satisfeito quando eles dizem e já mandam o recado de que não votam no outro candidato. Eu acho que isso que é fundamental”, afirmou Wagner ao ser questionado sobre nomes como o de Fernando Henrique, Ciro Gomes e a ex-candidata da Rede à Presidência, Marina Silva.
“Se eles quiserem dar a declaração seria melhor, senão, já disseram que não votam no Bolsonaro e, na minha opinião, já demarcaram campo.”
Segundo o petista, um gesto já foi feito e resta a cada um decidir.
Wagner declarou ainda que vê margem para uma virada e minimizou a pesquisa Ibope divulgada na segunda-feira, dizendo que foi feita muito perto da outra e com menos de uma semana de programa. “Inevitavelmente, veio igual.”
Pesquisa Ibope, divulgada na segunda-feira, trouxe Bolsonaro liderando no segundo turno da disputa presidencial, com 59 por cento dos votos válidos, e Haddad com 41 por cento.
(Por Laís Martins)
