Gigante da tecnologia justifica cortes como parte de sua estratégia global para otimizar operações
A plataforma Amazon divulgou nesta terça-feira (28) que irá eliminar cerca de 14 mil postos de trabalho em cargos corporativos ao redor do mundo, consolidando um dos maiores cortes registrados pela empresa nos últimos anos. A medida faz parte de um amplo programa de reestruturação para reduzir custos, simplificar hierarquias e transferir recursos para áreas consideradas estratégicas, como inteligência artificial e automação.
Segundo comunicado de Beth Galetti, vice-presidente sênior de experiência e tecnologia de pessoas, os desligamentos atingem múltiplos setores administrativos e são motivados pela necessidade de “remover camadas, reduzir burocracia e garantir investimentos nas maiores apostas do grupo”. O CEO Andy Jassy já havia sinalizado que a estratégia era ampliar ganhos de produtividade e responder ao aumento das pressões por rentabilidade após o ciclo de contratações elevado durante a pandemia.
Especialistas do setor destacam que o avanço da automação acelerou o processo, uma vez que várias funções afetadas passam a ser realizadas por sistemas inteligentes, reduzindo a dependência de trabalhadores em tarefas repetitivas. A Amazon emprega mais de 1,5 milhão de pessoas globalmente e, com a redução anunciada, espera direcionar esforços para novas frentes de inovação e adaptação tecnológica.
